Investimento em vacinas – a luta contra a gripe será diferente este ano
DATA
14/10/2019 09:47:38
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS




Investimento em vacinas – a luta contra a gripe será diferente este ano

“Não se pode prever o adivinhar quando chega a gripe”, afirmou o presidente do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), Fernando Almeida, dizendo aos jornalistas da Lusa que apenas tem a certeza “de que vai acontecer”.

Após a reunião de vigilância da gripe no INSA, em Lisboa, Fernando Almeida informou que a gripe do ano passado foi moderada pois a prevalência não ultrapassou, em média, os 60 casos por cada 100 mil pessoas. De acordo com os dados do relatório do Programa Nacional de Vigilância da Gripe na época 2018/2019, foram 3331 pessoas que morreram em Portugal na época gripal do ano passado, o que implica uma baixa de mortalidade face à época de 2017/2018 (3700 óbitos).

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, comunicou aos jornalistas da Lusa de que “é impossível prever a gravidade da próxima época de gripe”, pelo que é necessário preparar o país da melhor forma possível, sobretudo através da vacinação.

Este ano, o Estado gastou mais do dobro em relação ao período homólogo anterior, perfazendo os 11,3 milhões euros (face aos 4,8 milhões do ano passado), para o mesmo número de doses de vacinas – 1,4 milhões no Serviço Nacional de Saúde e 600 mil que podem ser compradas nas farmácias mediante receita médica e com comparticipação de 37%.

As recomendações para a toma da vacina pelos grupos de risco – doentes crónicos, idosos, grávidas, profissionais de saúde, indivíduos internados – continuam. Na época passada, a efetividade da vacina foi moderada, situando-se entre 32% e 43% para a população em geral e em 59% nos grupos de maior risco, segundo consta do mesmo relatório.

A efetividade da vacina varia de época para época, consoante o vírus circulante e outros fatores, como a idade, estado imunitário, doenças associadas. Este ano, a partir de segunda-feira, estarão disponíveis, pela primeira vez, vacinas tetravalentes para quatro tipos de vírus da gripe (dois do tipo A e dois do tipo B).

Graça Freitas declarou que “o Estado investiu muito para este suposto ganho em saúde”, na procura de ter um retorno “em termos de menos casos de gripe, gripe menos grave, menos internamentos e menos morte [decorrentes] desta nova vacina”.

DESconfinar sem DISconfinar: Um desafio para inovar e aproveitar a oportunidade
Editorial | Rui Nogueira, Médico de Família e presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
DESconfinar sem DISconfinar: Um desafio para inovar e aproveitar a oportunidade
Depois de três meses de confinamento é necessário aceitarmos a prudência de DES”confinar sem DISconfinar. Não vamos querer “morrer na praia”! As aprendizagens da pandemia Covid-19 são uma ótima oportunidade para acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência e o estado de calamidade ensinaram-nos muito! É necessário desconfinar o centro de saúde com uma nova visão e reinventar o conceito com unidades de saúde aprendentes e inovadoras.

Mais lidas