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Tuberculose: número recorde de pessoas tratadas, mas 1,5 milhões de mortes, afirma OMS
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18/10/2019 14:55:31
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Tuberculose: número recorde de pessoas tratadas, mas 1,5 milhões de mortes, afirma OMS

O relatório anual da tuberculose, da Organização Mundial de Saúde (OMS), relativo a 2018, revelou o maior número de sempre de pessoas a receber tratamento para a doença – sete milhões. Porém, no mesmo ano, a infeção mais mortal do mundo foi responsável pela morte de 1,5 milhões de pessoas.

Divulgado ontem, o documento compara estes dados do ano passado com 2017: em 2018 houve mais 600 mil pessoas com tuberculose a serem tratadas, sobretudo pela maior facilidade na deteção e diagnóstico da doença, e menos pessoas a serem vitimadas mortalmente.

Ao longo dos últimos anos, a tendência tem sido a redução do número de novos casos de tuberculose. Ainda assim, segundo a OMS, no ano passado afetou 10 milhões de pessoas, das quais um terço não reportou nem recebeu tratamento.

Os grupos mais afetados são os das populações com menores rendimentos e aqueles em situações mais vulneráveis, incluindo as pessoas infetadas pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), para as quais a tuberculose é a principal causa de morte.

De acordo com o relatório, a fragilidade das estruturas sanitárias e dos sistemas de notificação de vários países são os problemas que mais dificultam o diagnóstico a tempo e a adoção de tratamentos adequados – essenciais para alcançar a meta de eliminar a tuberculose até 2030.

Os países onde a incidência foi maior em 2018 foram Bangladesh, China, Índia, Indonésia, Nigéria, Paquistão, Filipinas e África do Sul. No entanto, outros países com elevado registo de casos, como o Brasil, a China, a Rússia e o Zimbábue, conseguiram níveis de tratamento de mais de 80% dos casos.

Entre os maiores obstáculos ao objetivo de eliminar a doença até 2030, estão a resistência aos medicamentos e o défice crónico do financiamento à prevenção e tratamento – este ano estimado em cerca de três mil milhões de euros. Por forma a contorná-los, a OMS propõe a mudança de tratamento da doença para regimes orais, mais seguros e eficientes, e o reforço do Fundo Global destinado ao tratamento da tuberculose, o qual já angariou 800 milhões de euros este ano.

A ONU já tinha reunido, de forma inédita, em setembro do ano passado, chefes de Estado e de Governo para definir estratégias globais para acabar com a tuberculose. As recomendações também passavam pela necessidade de tornar os serviços de saúde acessíveis a todos, destacando as crianças, uma vez que metade delas não tem acesso a cuidados de qualidade e apenas um quarto dos casos em menores de 5 anos recebeu tratamento preventivo.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, reforça esta noção: “o progresso sustentado da tuberculose vai exigir a existência de sistemas de saúde fortes e um melhor acesso aos serviços. Isso significa mais investimento nos cuidados primários e um compromisso para a cobertura universal”.

#sejamestrelas
Editorial | António Luz Pereira
#sejamestrelas

Ciclicamente as capas dos jornais são preenchidas com o número de novos médicos. Por instantes todos prestam atenção aos números. Sim, para muitos são apenas números. Para nós, são colegas que se decidiram pelo compromisso com os utentes nas mais diversas áreas. Por isso, queremos deixar a todos, mas especialmente aqueles que abraçaram este ano a melhor especialidade do Mundo uma mensagem: “Sejam Estrelas”.

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