Vacinómetro: cobertura vacinal da gripe aumentou na primeira vaga face a 2018
DATA
31/10/2019 11:00:47
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Jornal Médico
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Vacinómetro: cobertura vacinal da gripe aumentou na primeira vaga face a 2018

De acordo com os dados da primeira vaga do “Vacinómetro” a cobertura vacinal da gripe aumentou nos grupos considerados prioritários da época gripal 2019/2020 – doentes crónicos, profissionais de saúde, população mais idosa – face ao período homólogo do ano passado.

Até ao momento, 28,2% dos portugueses com idade igual ou superior a 65 anos – ou seja, 573.195 – já foram vacinados, o que representa uma subida de 0,7% quando comparado com a mesma época de 2018. Nos outros grupos o aumento foi ainda maior: 5,4% nos indivíduos com doença crónica, 3,8% no grupo de idades compreendidas entre os 60 e os 64 e um incremento de 3,1% nos profissionais de saúde.

O relatório salienta a “a evolução positiva, em termos de subida da cobertura vacinal”, neste período de vacinação, que se iniciou a 15 de outubro. Para explicar estes resultados, o “Vacinómetro” indica como principal motivo a recomendação do médico, perfazendo 62,5% dos casos. Outras razões apontadas prendem-se com a iniciativa própria por questões de proteção (16,5%), a iniciativa laboral (14,5%), o conhecimento de pertencerem a um grupo de risco (4,5%) e a recomendação do farmacêutico (1,7%). 

Da população estudada que foi vacinada, sobretudo pessoas com acesso a vacinação gratuita, 19,7% adquiriu a vacina da farmácia, das quais 80% optaram pela administração no local.

No total, já se vacinaram 28,8% dos portadores de doença crónica, 24% dos profissionais de saúde em contacto direto com doentes e 20,6% dos indivíduos com idades entre os 60 e 64 anos.

O “Vacinómetro” é promovido pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia e a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, com o apoio da Sanofi Pasteur e monitoriza em tempo real a cobertura vacinal nos grupos recomendados.

Recorde-se que este ano foram disponibilizadas dois milhões de vacinas tretavalentes para a gripe – 1,4 milhões para administração gratuita em grupos de risco no SNS e cerca de 600 mil com comparticipação de 37%, mediante receita médica, para venda em farmácias. Os grupos prioritários são recomendados pela Direção-Geral de Saúde (DGS), abrangendo os profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados, incluindo bombeiros, e pessoas entre os 60 e os 64 anos, indivíduos com 65 ou mais anos, grávidas e alguns doentes crónicos.

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Editorial | Jornal Médico
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