Relatório OCDE: Portugal entre os 10 países com taxa de cesarianas mais elevada
DATA
07/11/2019 12:48:15
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Jornal Médico
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Relatório OCDE: Portugal entre os 10 países com taxa de cesarianas mais elevada

Em 2017, Portugal estava entre os 10 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (ODCE) com maiores taxas de cesarianas. Dos partos, 32,5% tinham sido cesarianas, valor acima da média de 28% dos 34 países analisados pelo relatório “Health at a Glance 2019”, da OCDE.

De acordo com o documento, os países nórdicos dominavam o espetro contrário: com valores de 16%, encontravam-se a Noruega, a Islândia, a Holanda e a Finlândia.

Ainda que possam ser necessárias e salvar vidas, as cesarianas podem aumentar as complicações e a mortalidade materna e infantil. A esse propósito, Portugal, em conjunto com o Japão e a Grécia, registou das maiores percentagens de neonatais com baixo peso, alcançando os 8,5% em 2017, face à média da OCDE de 6,5%.

Quanto ao número de camas hospitalares e a demora média dos internamentos, fatores analisados pelo relatório, Portugal aparece com os seguintes resultados em 2017: 3,4 camas hospitalares por mil habitantes, abaixo da média de 4,7 camas na OCDE, e 9,1 dias passados no hospital – um dos oito países com mais tempo – face aos 7,7 dias médios da OCDE.

O número de camas nos hospitais per capita apresentou um decréscimo em quase todos os países observados. O documento refere que parte desta redução pode ser explicada por avanços na tecnologia média que permitem cirurgias ambulatórias, por exemplo.

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