CUF Update In Oncology: Imunoterapia na linha da frente contra o cancro do rim de células claras metastizadas
DATA
13/11/2019 15:11:13
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Jornal Médico
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CUF Update In Oncology: Imunoterapia na linha da frente contra o cancro do rim de células claras metastizadas

A propósito da quarta edição do evento CUF Update In Oncology, decorrido a 25 de outubro em Coimbra, foram discutidas as novas atualizações no campo da Oncologia. Na sessão dedicada aos tumores urológicos, a oncologista do IPO de Coimbra e colaboradora da CUF, Gabriela Sousa, apresentou as novidades no tratamento sistémico, trazidas pela publicação de “três grandes estudos”, que colocaram a imunoterapia na “primeira linha do tratamento do cancro do rim de células claras metastizadas”.

Apesar de as investigações incidirem sobretudo neste tipo de cancro, as situações mais raras de diferenciação sarcomatóide ocorrem muitas vezes nos tumores de células claras. Desse modo, a imunoterapia também “parece ser bastante vantajosa nestes casos, pela expressão superior de PD-L1 nos tumores sarcomatóides”, esclarece.

A decisão sobre a realização da cirurgia citorredutora em doentes com tumores metastizados também foi alvo de reflexão neste painel. A discussão foi alimentada pelo facto de estudos subsequentes do CARMENA, efetuado no ano passado neste âmbito, terem mostrado resultados diferentes. Numa fase inicial, o CARMENA parecia indiciar que a nefrectomia podia não ter o papel esperado. Porém, nas análises posteriores, houve alguns doentes – dentro do grupo que fez tratamento sistémico inicialmente – a beneficiar com a cirurgia.

Gabriela Sousa destaca que a mensagem que pretendeu passar tem que ver com a “prática clínica habitual”, isto é, decidir o melhor tratamento, considerando fatores da dinâmica da doença – se é agressiva ou mais indolente –, mas também fatores inerentes ao próprio tratamento – eficácia, segurança, adaptação ao indivíduo. O próprio doente “também deve ser envolvido nas decisões”, pelo que é importante perceber as suas perspetivas e expetativas e explicar o objetivo do tratamento.

No último ano houve “grandes alterações em termos daquilo que se pode perspetivar em doentes em fase metastizada, fruto da investigação científica e do desenvolvimento tecnológico”, declara a médica oncologista. Embora Portugal “ande sempre um bocadinho mais lento que os EUA e a União Europeia”, Gabriela Sousa espera que as recomendações internacionais mais recentes venham a ser aprovadas pelas autoridades regulamentares do país.

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Editorial | Jornal Médico
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