“Viver com DPOC” alerta para o impacto social da doença e reforça a importância da prevenção e diagnóstico precoce
DATA
18/11/2019 11:20:33
AUTOR
Jornal Médico
ETIQUETAS

“Viver com DPOC” alerta para o impacto social da doença e reforça a importância da prevenção e diagnóstico precoce

No âmbito do Dia Mundial da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), que se assinala a 20 de novembro, a iniciativa “Viver com DPOC” alerta para o impacto desta doença respiratória na vida das pessoas, reforçando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

Neste dia, o Centro Comercial Amoreiras recebe uma exposição de sensibilização para o peso social da doença e uma ação de rastreio, através da realização de espirometrias, que conta com a participação de um conjunto de figuras públicas, que vão ter a oportunidade de saber mais sobre esta doença e avaliar a saúde dos seus pulmões.

“Viver com DPOC” é uma iniciativa promovida pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia, Fundação Portuguesa do Pulmão e Respira – Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas, com o apoio da GSK – GlaxoSmithKline. A ação decorre entre as 13h e as 18h, no Piso 1 junto à a Praça Central, e visa dar a conhecer ao público em geral o que é a DPOC, atualmente considerada a terceira causa de morte no mundo1, alertar para os sintomas e fatores de risco, bem como para o peso que a patologia tem no dia a dia dos doentes.

 “É muito importante alertar a sociedade para a DPOC e sublinhar a importância do rápido diagnóstico, pois é comum os doentes desvalorizarem os sintomas - dispneia (falta de ar), tosse, pieira e expetoração - considerando-os consequência normal do avanço da idade ou do tabagismo”, destaca o presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), António Morais.

O presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP), José Alves, reforça: “A DPOC é uma patologia respiratória crónica que afeta cerca de 800 mil portugueses, mas uma grande parte deles não sabe que tem a doença, uma vez que há um grande número de casos por diagnosticar. Assim, todos os fumadores devem fazer uma espirometria o mais cedo possível, não devendo esperar pelos 40 anos. Fazer uma espirometria ajuda a detetar precocemente esta e outras doenças respiratórias”.

“A DPOC é uma doença progressiva, que diminui o fluxo de oxigénio aos pulmões, sendo muito comum nos fumadores e ex-fumadores. Tem um grande impacto no dia a dia dos doentes, seja do ponto de vista pessoal, social e profissional”, sublinha a vice-presidente da Respira, Isabel Saraiva.

Em Portugal, a DPOC, no ano de 2016, foi responsável por 2791 óbitos, segundo o relatório de 2018 do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (ONDR). Apesar das estatísticas indicarem que cerca de 800 mil portugueses com mais de 40 anos tenham esta doença, em 2016 apenas 131.632 pessoas estavam referenciadas nos Centros de Saúde como tendo DPOC e, dessas, apenas 32,3% tinham o diagnóstico confirmado por espirometria, de acordo com o ONDR.

Apesar de geralmente ser progressiva, esta doença crónica tem tratamento e o seu diagnóstico precoce é essencial para que o doente consiga ter a melhor qualidade de vida possível. 

800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde

Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

Mais lidas