Resistência aos antibióticos provoca 700 mil mortes por ano
DATA
26/11/2019 11:21:08
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Jornal Médico
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Resistência aos antibióticos provoca 700 mil mortes por ano

Todos os anos morrem 700 mil pessoas devido à resistência aos antibióticos, um número que deverá atingir os 50 milhões em 2050.

Para combater estes números, a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) juntou-se à Reckitt Benckiser Healthcare numa campanha de sensibilização que alerta para os riscos do uso indevido de antibióticos.

“Responsabilidade é o Melhor Remédio” é o nome da campanha que tem como principal objetivo sensibilizar médicos, farmacêuticos e população em geral para a importância da utilização responsável do antibiótico. No âmbito desta campanha, foram já distribuídos milhares de materiais informativos, a alertar para a problemática, nas farmácias e centros de saúde portugueses.

“O panorama atual relativamente ao consumo de antibióticos é muito preocupante, tanto em Portugal como no resto do mundo, e a verdade é que estamos a caminhar rapidamente para uma situação insustentável. A utilização excessiva destes medicamentos compromete o tratamento dos doentes, que fica limitado quando estes necessitam verdadeiramente de tomar antibióticos” explica o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, Rui Nogueira.

“Sabemos, por exemplo, que 80% das dores de garganta são causadas por vírus, situações em que os antibióticos não são eficazes. Uma inflamação na garganta inclui sintomas como a dor, a vermelhidão, o inchaço e o calor, que podem durar entre 3 a 7 dias, devendo a pessoa melhorar após esse período. Este é um dos exemplos em que a utilização do antibiótico não é eficaz, um facto que grande parte da população desconhece. A mudança deve começar nos profissionais de saúde, mas uma população informada é, também, uma população mais responsável”, conclui.

800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
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Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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