Nova linha de apoio dedicada a doentes oncológicos em parceria com SNS24
DATA
28/11/2019 17:16:29
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Jornal Médico
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Nova linha de apoio dedicada a doentes oncológicos em parceria com SNS24

A Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO) e o SNS24 anunciaram um projeto conjunto que visa a criação, até ao final do ano, de uma linha telefónica para onde os doentes oncológicos em tratamento podem ligar fora dos horários dos serviços de oncologia. O comunicado foi feito durante o 16.º Congresso Nacional de Oncologia, que decorre até sábado no Centro de Congressos do Estoril.

Na apresentação desta linha, a diretora do serviço de oncologia médica do hospital de Santarém, Sandra Bento, referiu que o serviço surgiu com o objetivo de “dar acesso aos doentes a cuidados mais diferenciados fora dos horários dos serviços de oncologia”, tendo em conta o facto de Portugal ser um “dos países com maior utilização desnecessária dos serviços de urgência”. Apesar de a grande parte dos doentes em tratamento terem efeitos secundários, a oradora argumenta que “42% das idas ao serviço de urgência não seriam necessárias”.

Para além disso, “na parte dos hospitais não há oncologia em permanência no serviço de urgência”, pelo que “fora da hora do serviço de oncologia os doentes oncológicos são avaliados muitas vezes por outra especialidade em contexto de urgência geral”, declara o presidente da SPO, Paulo Cortes. Desse modo, em declarações à Lusa, o responsável defende que este problema poderá ser colmatado através da nova linha.

O representante acrescenta ainda que esta “parceria estratégia” pretende dar um apoio complementar aos doentes afetados pelo cancro, cujo número é crescente, e por potenciais toxicidades agudas associadas sobretudo a tratamentos com quimioterapia e imunoterapia.

“Com algoritmos desenhados e posteriormente validados pela DGS”, estes utentes têm assim um “apoio 24 horas por dia” neste serviço, através do qual podem receber vários tipos de indicações, desde autocuidados, evitando ir ao hospital, até referenciação para determinado serviço de oncologia. Em situação muito aguda, “o próprio serviço vai espoletar a chamada do INEM”, conclui Paulo Cortes.

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Editorial | Jornal Médico
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