Aplicação MOVIDA.polis desenha programa de treinos para promover exercício físico em Leiria
DATA
05/12/2019 16:06:06
AUTOR
Jornal Médico
Aplicação MOVIDA.polis desenha programa de treinos para promover exercício físico em Leiria

Há uma aplicação móvel de prescrição e monitorização de atividade física informal. O projeto, designado MOVIDA.polis, resulta de uma parceria entre o politécnico de Leiria e a Câmara de Leiria no sentido de promover um estilo de vida mais ativo.

Com cinco estações de treino, identificadas com um código de barras ou QR Code, o percurso Polis está espalhado pela cidade de Leiria. O objetivo é dar um aconselhamento informal sobre um treino personalizado. Este conjunto de exercícios é obtido “através de um algoritmo de inteligência artificial”, explica o investigador responsável, Rui Fonseca Pinto, à agência Lusa.

Na primeira utilização, o indivíduo é questionado acerca da sua condição física e os seus objetivos, para se definir um nível de “fitness” inicial e a partir daí se desenhar o programa de treino. Neste âmbito, os utilizadores têm oportunidade de relatar qualquer problema de saúde ou contraindicação. Quando tal acontece, a aplicação envia uma notificação a aconselhar o doente a consultar o seu médico.

O MOVIDA.polis regista o treino efetuado e indica se “a pessoa cumpriu a prescrição, o nível de desempenho”, nomeadamente a frequência cardíaca e compara o seu nível de ‘fitness'. A monitorização está presente para permitir uma adaptação a cada treino, aumentando ou diminuindo o grau de exigência dos exercícios, e também para perceber os níveis de adesão ao programa.

Rui Fonseca Pinto esclarece que este projeto, cuja parceria poderá ser alargada a outras autarquias da região ou do país, é “uma forma de pôr as pessoas a mexer”,  podendo “funcionar como fator de motivação, porque o nível de ‘fitness' vai-se alterar e o utilizador fica com um histórico de todo o seu exercício”.

Financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, o Movida tem várias modalidades: MOVIDA.Cronos para utilizadores com doença metabólica, MOVIDA.Eros com um programa de reabilitação cardíaca, o MOVIDA.Domus para acompanhar e quantificar movimentos dentro de casa e, por fim, o MOVIDA.polis, onde o programa de treino é estratificado e integrado num circuito de manutenção com objetivo de manter ou melhorar a condição física em utilizadores saudáveis. Face as especificidades da “Cronos” ou “Eros”, há uma exigência de “intervenção de um profissional de saúde”.

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Editorial | Jornal Médico
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