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Federação mundial apela a maior investimento na saúde mental para melhorar acesso a cuidados e recuperação

No decorrer do I Congresso Recovery Portugal, hoje em Barcelos, a presidente da Federação Mundial para a Saúde Mental, Ingrid Daniels, apela a todos os países para investirem mais na saúde mental.

Atualmente, cerca de “4% dos orçamentos de saúde são gastos em saúde mental”, afirma em declarações à Lusa. A maior parte dessa despesa direciona-se para “funcionários empregados pelo Estado, serviços ou instituições” e muito pouco “se traduz em modelos com intervenções focadas na recuperação, tal como a reabilitação psicossocial”.

Lembrando que ninguém está imune a estas doenças, a responsável explicou que as estatísticas relativas ao acesso a cuidados de saúde mental para quem tem doenças ou transtornos desse foro são “assustadoras a nível mundial”. Nos países ricos, metade da população enfrenta esse obstáculo. Nos mais pobres ou em desenvolvimento, ascende até os 75% a 85%.

Consideradas um problema, cuja prevalência tem vindo a aumentar em todo o mundo, as doenças mentais ainda comportam alguns preconceitos ou conceções erradas. “Falamos à vontade sobre a nossa saúde física, gripes e constipações, mas não falamos dos assuntos na nossa vida que nos causam um stress insuperável, que leva à depressão”, argumenta. Na perspetiva da presidente, os Governos mundiais devem, por isso, consciencializar e formar pessoas para quebrar o estigma e, assim, ajudar na recuperação dos utentes.

“A principal causa de morte em jovens até aos 29 anos é o suicídio”, ato que vitima cerca de “um milhão de pessoas por ano” e que pode ser evitado com novas abordagens, esclarece Ingrid Daniels. Para isso, é essencial reconhecer a diversidade de causas para a doença ou transtorno mental, incluindo a componente social. Nesse âmbito, a responsável destaca o fator pobreza: viver em pobreza torna as pessoas mais propensas a desenvolver este tipo de patologias e as pessoas com doença mental também têm maior tendência a viver em pobreza.

Consciencializados para esta questão, a presidente declara que outro método preventivo é a combinação de intervenções biomédicas com as psicossociais, ou seja, passa pelo recurso tanto a tratamentos como a grupos de apoio focados no trabalho, atividades sociais e vida familiar.

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Editorial | Jornal Médico
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Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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