Paulo Cunha: "Todos os envolvidos na direção e gestão da SPDV estão a fazer um trabalho memorável"
DATA
08/12/2019 09:32:21
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Jornal Médico
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Paulo Cunha: "Todos os envolvidos na direção e gestão da SPDV estão a fazer um trabalho memorável"

Paulo Cunha, formado pela Faculdade de Medicina de Jundiai e Doutorado em Medicina (Dermatologia) pela Universidade de São Paulo, marcou presença no XIX Congresso Nacional de Dermatologia e Venereologia.

Para o especialista, a distinção que recebeu ontem é um importante marco na sua carreira. "Penso que esta distinção é especial, na medida em que o laço afetivo que tenho com esta Sociedade é muito importante para mim", referiu o especialista brasileiro ao Jornal Médico. 

Tecendo vários elogios a toda a direção da SPDV, Paulo Cunha adicionou que "estão a fazer um trabalho memorável, o que é fantástico para todos os participantes e membros desta Sociedade".

O recém-membro honorário da SPDV afirma: “Hoje posso dizer, orgulhosamente, que já dei conferências em mais de 40 países. Cheguei ao topo da carreira académica, os trabalhos que publiquei como autor ou coautor foram citados por mais de 800 outros trabalhos científicos e tudo isso deixa-me muito orgulhoso."

Para Paulo Cunha, a distinção tem um sabor especial. “Ter recebido este título foi muito especial, a minha origem e familiares são portugueses e agora afirmo essa ligação, que já era muito evidente, com uma distinção a nível profissional.”

“Outro aspeto importante da minha vinda a Portugal, para além deste Congresso, é que daqui a poucos dias teremos em Lisboa um curso sobre Dermatologia Tropical e dos viajantes. Será um curso de três dias, onde serão trabalhadas as principais doenças tropicais, com uma equipa de professores que participaram na elaboração do programa científico.”, referiu o especialista.

O curso EADV Resident Course - Tropical and Travel Dermatology, que se realizará nos próximos dias 13, 14 e 15 de dezembro, no Hotel Tivoli Oriente Lisboa, tem o patrocínio da European Academy of Dermatology e juntará especialistas e internos, num só local, durante três dias. “São esperados participantes de 20 nacionalidades diferentes, o que elevará a Dermatologia portuguesa e a colocará sob o holofote internacional.”, adianta Paulo Cunha ao Jornal Médico.

Quanto ao futuro da especialidade e às principais diferenças entre Portugal e o Brasil no exercício da prática clínica, o dermatologista menciona "o futuro da especialidade é muito importante. A Dermatologia foi no passado uma especialidade que ninguém queria! Hoje em dia a seleção para entrar em Dermatologia é cada vez mais competitiva, só os melhores conseguem a especialização na área", o que na opinião de Paulo Cunha é algo transversal a ambos os países. 

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Editorial | Jornal Médico
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Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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