Filipe Macedo lidera Programa Nacional para as Doenças Cérebro-cardiovasculares
DATA
11/12/2019 15:23:59
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Jornal Médico
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Filipe Macedo lidera Programa Nacional para as Doenças Cérebro-cardiovasculares

Filipe Macedo, cardiologista do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ) e professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), foi nomeado para dirigir o Programa Nacional para as Doenças Cérebro-cardiovasculares da Direção-Geral da Saúde (DGS), durante o próximo triénio.

As doenças cérebro e cardiovasculares continuam a ser a principal causa de morte e incapacidade em Portugal. De acordo com Filipe Macedo, “as doenças cardiovasculares são responsáveis por mais de 30% de todas as mortes a nível Mundial”. Os últimos dados da OCDE dão conta de que “as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte nos estados membros da União Europeia, representando cerca de 36% das mortes em 2010”.

No entanto, também se tem assistido a “uma grande redução de mortalidade ocorrida nas doenças cerebrovasculares e em particular no Acidente Vascular Cerebral Isquémico abaixo dos 70 anos”, sendo que um dos objetivos passa por obter dados atualizados referentes aos últimos dois anos.

Filipe Macedo confessou ainda que ficou surpreso quando recebeu o convite “pela grande responsabilidade que o cargo exige”, prometendo dar o seu melhor “com a ajuda da comunidade de clínicos que diariamente trabalham nestas patologias”.

A diretora do Serviço de Neurologia do CHUSJ e professora da FMUP, Elsa Azevedo, foi nomeada adjunta para a área das doenças cerebrovasculares no mesmo programa. “Apesar de se ter conseguido uma melhoria em alguns indicadores nos últimos anos, o AVC continua a ser um grave problema nacional a merecer uma atitude concertada, sendo essencial um melhor conhecimento da expressão da doença e o estabelecimento de um plano de ação, com uma implementação faseada.”

Com o programa pretende-se promover e dinamizar a monitorização dos indicadores adequados para uma permanente avaliação do impacto das doenças cérebro e cardiovasculares na população portuguesa; desenvolver programas de promoção da prevenção, tratamento e reabilitação; diferenciar estratégias organizativas designadas como “Vias Verdes”; implementar projetos com o objetivo de disponibilização de meios complementares de diagnóstico e terapêutica da área cardiovascular nos cuidados de saúde primários; e incentivar a criação e o desenvolvimento de sistemas de avaliação do impacto de novos métodos de diagnóstico e terapêutica.

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Editorial | Jornal Médico
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