DGS: “A atividade gripal apresenta uma tendência crescente, baixa a moderada, semelhante à da região europeia”
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12/12/2019 16:22:24
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Jornal Médico
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DGS: “A atividade gripal apresenta uma tendência crescente, baixa a moderada, semelhante à da região europeia”

A Direção Geral da Saúde afirmou hoje, em comunicado, que “Portugal está na fase epidémica da atividade gripal. A atividade gripal apresenta uma tendência crescente, baixa a moderada, semelhante à da região europeia.”

Estima-se que o pico seja atingido entre a última semana do ano e a primeira semana de 2020.

A evolução da atividade gripal não é uniforme em todo o País e tem repercussões na procura de cuidados de saúde. A nível nacional, nos serviços hospitalares, foram registados cerca de 110 mil episódios de urgência na última semana (semana 49 – entre 2 e 8 de dezembro). “Apenas cerca de 2% dos casos foram por síndrome gripal”, afirma a DGS, no mesmo comunicado.

Nos cuidados de saúde primários, o número e a proporção de consultas por síndrome gripal também mostram uma tendência crescente em todo o país. A atividade tem sido mais precoce e intensa nas Regiões Norte e Centro.

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge detetou a circulação de vírus da gripe dos tipos A e B, com predomínio do B, na maioria da linhagem Yamagata. Ambos estão incluídos na vacina contra a gripe. Foram ainda identificados outros vírus respiratórios.

A DGS refere ainda que, “na semana 49 foram atendidas pelo Centro de Contacto SNS 24 cerca de 29 mil chamadas (tendência crescente) para avaliação de sintomatologia, das quais cerca de 3,3% foram por síndrome gripal. Verificou-se estabilidade no número de acionamentos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), cerca de 26 mil.”

O número de óbitos por todas as causas em Portugal está dentro do esperado, de acordo com o Sistema de Vigilância Diária da Mortalidade.

800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
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Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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