Ministério da Saúde condena atos de violência contra profissionais de saúde
DATA
30/12/2019 11:14:36
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Jornal Médico
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Ministério da Saúde condena atos de violência contra profissionais de saúde

O Ministério da Saúde condenou “todos os atos de violência” contra os profissionais de saúde depois de uma médica ter sido agredida quando assegurava o Serviço de Urgência do Hospital de São Bernardo, em Setúbal.

“Ao tomar conhecimento da agressão ocorrida no Serviço de Urgência do Hospital de Setúbal contra uma profissional de saúde, o Ministério da Saúde reitera a condenação de todos os atos de violência, nomeadamente contra os profissionais que se encontram no exercício de funções assistenciais”, afirma num comunicado publicado no Portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O caso de agressão contra a médica, ocorrido na sexta-feira, também foi condenado pela Ordem dos Médicos, que exigiu uma "intervenção urgente" do Ministério da Saúde, do Ministério Público e de outras entidades.

Em comunicado divulgado no sábado, a Ordem dos Médicos considera o ocorrido "absolutamente inaceitável", lembra que configura crime público e pede intervenção urgente das entidades governamentais e judiciárias.

“A nossa primeira palavra de solidariedade é para com a nossa colega violentada em pleno local de trabalho. Não é de todo aceitável que quem está a salvar vidas não veja a sua própria vida devidamente protegida”, refere o bastonário da OM, Miguel Guimarães.

A OM alerta que os casos de violência contra profissionais de saúde estão a aumentar e lamenta que "este aumento exponencial da violência seja mais um sinal de que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) não está bem".

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) também condenou o ato e manifestou a sua solidariedade com “a médica barbaramente agredida”, que acabou por ter de ser operada de urgência a lesão oftalmológica no Hospital de São José.

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Editorial | Jornal Médico
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Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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