SIM exige que ministra crie condições de segurança para médicos
DATA
02/01/2020 11:40:23
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Jornal Médico
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SIM exige que ministra crie condições de segurança para médicos

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) lamentou hoje mais um caso de agressão a um médico, exigindo à ministra da Saúde que crie condições de segurança para estes profissionais de modo a diminuírem o número de casos.

Um médico de clínica geral foi agredido a soco e a pontapé por um doente, durante uma consulta no Centro de Saúde de Moscavide, Lisboa, de acordo com o secretário-geral do SIM, Jorge Roque da Cunha.

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral sublinhou que algo tem de ser feito para diminuir as agressões aos profissionais de saúde.

“A nossa pergunta é muito simples: O que é que a Senhora ministra da Saúde está a pensar fazer em relação a esta matéria? Não adiantam declarações vagas como a que teve a semana passada de solidariedade no geral [aquando da agressão a uma médica no Hospital de Setúbal na semana passada]”, disse.

No entendimento de Roque da Cunha, é preciso saber especificamente o que vai fazer Marta Temido para diminuir este tipo de situação por um lado e, por outro, criar condições para dar mais segurança aos profissionais.

“Na segunda-feira passada entregámos à Senhora Procuradora-Geral da República um pedido para intervenção, dado tratar-se de um crime público e também para que a procuradoria possa ter alguma intervenção nesta matéria”, contou.

De acordo com o secretário-geral do SIM, há um sentimento de impunidade muitíssimo grande.

“Tanto quanto é do nosso conhecimento nenhum dos agressores teve qualquer medida de coação, nem sequer foi presente a um juiz. Por isso, é preciso dizer basta e perguntar ao ministério o que pensa fazer em relação a esta matéria”, disse.

Para Roque da Cunha, tem de se agilizar a queixa, que tem de ser consequente com a forma como as queixas tem resposta.

“Porque incomoda as idas à polícia, as declarações, a recolha de testemunhas. Para um crime público parece-me excessivo e fundamental que os poderes públicos ajam, não só o Ministério Público, mas também a Procuradoria-Geral da República”, realçou.

O secretário-geral do SIM referiu que o sindicato tem conhecimento de que há dezenas de agressões verbais e às vezes físicas, e por devido a burocracias, para evitar incómodos, e pela lentidão da justiça não vêm ao conhecimento público.

“As pessoas têm outras maneiras de protestar de considerar que o comportamento de um médico poderá não ser o mais correto, mas a questão da segurança física é essencial desde a disposição dos próprios gabinetes até à criação de condições para de alguma maneira limitar, saber gerir os conflitos”, disse.

Este é o segundo caso de violência contra um médico em menos de uma semana, quando uma médica da urgência do Hospital de S. Bernardo, em Setúbal, foi agredida por um utente.

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Editorial | Jornal Médico
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