CAI_Vent apoia doentes respiratórios crónicos
DATA
16/01/2020 12:23:33
AUTOR
Jornal Médico
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CAI_Vent apoia doentes respiratórios crónicos

O Centro de Apoio Integrado ao Doente com Ventilação Mecânica Prolongada, do Hospital de São João (Porto), permitiu, num ano, “uma redução bastante significativa” do número de episódios de urgência e de dias de internamento hospitalar.

O projeto - CAI_Vent -, iniciado em 2018 (fase piloto), está a ser desenvolvido pelo Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ) e Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) Porto Oriental e Maia Valongo, e tem como objetivo melhorar a qualidade de vida dos doentes respiratórios crónicos dependentes de ventilação mecânica prolongada.

“Está a aumentar o número de pessoas que sobrevivem a episódios que motivam a necessidade de ventilação mecânica prolongada e se não forem acompanhados devidamente acabam por desenvolver infeções respiratórias frequentes, aumentando as idas à urgência e internamentos hospitalares, com os elevados custos associados aos cuidados de saúde”, referiram os responsáveis pelo programa, Teresa Honrado e Miguel Gonçalves.

Os especialistas consideram que “geralmente não se tem noção do impacto da doença respiratória crónica grave, que exige assistência ventilatória mecânica prolongada”.

“Estas pessoas, sem este apoio, morrem. E sem ajuda acabam por se isolar, desenvolvendo quadros depressivos e ansiosos que em nada contribuem para a sua qualidade de vida, além de a patologia base progredir mais rapidamente”, sustentaram.

Segundo Teresa Honrado e Miguel Gonçalves, o CAI_Vent propõe uma melhoria dos cuidados destes doentes, baseado na integração dos cuidados hospitalares e cuidados de saúde primários, numa melhor articulação com as empresas de cuidados respiratórios domiciliários na articulação com instituições da comunidade, com o objetivo partilhado de promover os melhores cuidados de saúde no domicílio desta população de doentes.

O programa, “centrado no doente, com uma visão integradora e inovadora”, assegura a continuidade de cuidados, baseando-se na partilha de informação clínica entre as várias equipas de saúde envolvidas, com visitas domiciliárias partilhadas regulares, disponibilizando uma linha telefónica de apoio gratuita 24 horas/dia aos doentes e cuidadores e monitorizando o estado clínico dos doentes através de uma central de telemonitorização.

Evitar hospitalizações desnecessárias é um dos principais objetivos, otimizando a utilização dos recursos, reduzindo o risco de infeções hospitalares e das taxas de reinternamentos.

O programa e os resultados da fase piloto da sua implementação foram apresentados esta manhã à comunidade hospitalar e de saúde comunitária, na Aula Magna da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), num encontro que contou com representantes das várias instituições envolvidas e parceiros do programa.

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Editorial | Jornal Médico
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