Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia celebra 60 anos
DATA
20/01/2020 10:38:48
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Jornal Médico
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Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia celebra 60 anos

A Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG), fundada em 19 de janeiro de 1960, celebra 60 anos de existência.

A SPG é uma associação científica de utilidade púbica sem fins lucrativos, que nasceu da vontade de um conjunto de médicos interessados pelas doenças do aparelho digestivo. “São 60 anos de um percurso notável de prestígio científico, de constante inovação e modernização, de reconhecimento internacional, de serviço à comunidade e de excelência da medicina”, afirma a Sociedade em comunicado enviado ao Jornal Médico.

Seis décadas de desenvolvimento científico, associativo e social nas doenças do aparelho digestivo, durante as quais, vinte e sete presidentes conduziram a SPG à notoriedade dentro e além-fronteiras, levando a cabo as suas grandes metas: a promoção da investigação e divulgação científica entre os seus pares e a população.

Estes anos foram de importantes progressos que permitiram salvar muitas vidas e contribuir para o aumento da esperança média de vida, que progrediu 20 anos em relação a 1960. Foram eles, “o crescente desenvolvimento da endoscopia (endoscopia digestiva alta, endoscopia para o pâncreas e vias biliares, colonoscopia para o cólon, cápsula para o intestino delgado), o tratamento da úlcera duodenal, a identificação do Helicobacter pylori, do vírus da hepatite B (estas duas últimas descobertas mereceram o prémio Nobel) e a descoberta do vírus da hepatite C. A descoberta da vacina da hepatite B, os medicamentos para controlar a hepatite B, a cura da hepatite C, a noção da importância do rastreio do cancro do cólon, o transplante hepático, o uso da Elastografia hepática (tipo particular de ecografia que dispensa a biópsia hepática), são outros grandes marcos na história da Gastrenterologia”, revela a SPG.

Os constantes progressos tecnológicos permitiram não só grandes melhorias nos exames de diagnóstico radiológicos e laboratoriais como também a obtenção de muitos medicamentos inovadores e de muitos dispositivos médicos. Tudo isto mudou, de forma muito marcante, o paradigma da prática desta especialidade, já que atualmente é mais fácil diagnosticar, tratar e curar, e salvar Vidas.

Estima-se que um terço da população necessitará um dia de consultar o especialista do aparelho digestivo. Todos os portugueses devem ser submetidos a um exame de rastreio do cancro do cólon, um terço de todos os cancros em Portugal são do aparelho digestivo, responsáveis por 10% das mortes todos os anos. O cancro do fígado e pâncreas são dos que têm pior prognóstico, esperando-se o seu aumento nas próximas décadas. Por outro lado, o gastrenterologista lida diariamente com situações menos graves, mas que afetam milhões de portugueses, como o intestino irritável, a obstipação e a doença de refluxo.

No futuro, a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, espera um contínuo desenvolvimento da tecnologia, aperfeiçoamento constante da prática clínica, novas descobertas no sentido da cura de algumas doenças e minimizar o sofrimento Humano.

800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde
Editorial | Jornal Médico
800 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde

Se não os tivéssemos seria bem pior! O reforço do Programa Operacional da Saúde com 800 milhões de euros pode ser entendido como sinal político de valorização do setor da saúde. Será uma viragem na política restritiva? O Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 40 anos precisa de cuidados intensivos! Há novos enquadramentos, novas responsabilidades, novas ideias e novas soluções. É urgente pensarmos na nova década com rigor e disponibilidade sincera.

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