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Startup portuguesa cria primeiro modelo de representação de protocolos médicos a nível internacional
DATA
10/02/2020 14:56:16
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Startup portuguesa cria primeiro modelo de representação de protocolos médicos a nível internacional

A startup portuguesa UpHill, de software para gestão hospitalar e treino clínico, lança uma ferramenta pioneira para facilitar a criação e interpretação de protocolos clínicos. Com vista a uniformização e aplicação eficaz dos protocolos, o sistema da UpHill padroniza o desenvolvimento e apresentação dos mesmos.

“Até agora não existia um padrão para desenhar cada protocolo”, afirma o cofundador e CEO da startup, Eduardo Freire Rodrigues. “Esta diversidade dificulta a análise e interpretação dos protocolos” e, por conseguinte, o “trabalho dos profissionais de saúde no momento de os aplicar”, acrescenta.

Posto isto, a empresa concebeu um modelo, disponibilizado de forma gratuita, em regime de open source, que permite que se coloque cada algoritmo, depois de validado, na aplicação da UpHill, acessível para os profissionais de saúde que o desenvolveram ou para toda a comunidade. Esta ferramenta já está a ser utilizada no Grupo Luz Saúde. Adicionalmente, a startup criou um fórum para estimular a discussão entre pares e onde os médicos podem contribuir para o desenvolvimento do modelo de representação dos protocolos clínicos.

“A qualidade dos cuidados de saúde é uma preocupação do setor e nós, enquanto startup, procuramos ser um agente ativo no desenvolvimento de metodologias e ferramentas para medir e assegurar essa qualidade.  Esperamos que esta notação, a primeira a ser disponibilizada em open source a nível internacional, permita aperfeiçoar os processos de saúde e garantir um alto padrão de qualidade na utilização dos recursos disponíveis”, conclui Eduardo Freire Rodrigues.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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