RX inovador chega a Portugal para exame de corpo inteiro em baixa dose de radiação
DATA
20/02/2020 10:28:13
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Jornal Médico
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RX inovador chega a Portugal para exame de corpo inteiro em baixa dose de radiação

Até agora, em Portugal, nos sistemas de Radiologia Convencional seriam necessárias várias exposições de radiação (RX) para adquirir imagens de estudos de coluna vertebral ou membros inferiores. Com o sistema EOS passa a ser possível, no Hospital CUF Descobertas, com uma única aquisição, adquirir imagens biplanares de coluna vertebral, membros inferiores e corpo inteiro.

Um sistema de imagem inovador e único em Portugal, chamado EOS, que permite fazer estudo do corpo inteiro com imagens 2D e 3D, com o doente em posição vertical. O EOS acaba de chegar a Portugal e está disponível no Hospital CUF Descobertas. Com este novo equipamento médico será possível obter uma avaliação mais precisa e rigorosa de apoio ao diagnóstico e seguimento do doente.

Tem como grande vantagem, para o doente, a baixa dose de radiação em comparação com outros equipamentos de RX. A dose de radiação poderá ser reduzida entre 50% a 85% em comparação com outros equipamentos de RX convencional e poderá chegar a cerca de 95% menos de radiação em exames específicos em comparação com sistemas de Tomografia Computorizada (TAC).

“Nos equipamentos de TAC e RX é emitida radiação ionizante - que é cumulativa. Pode, por isso, ao longo do tempo e com a frequência da sua realização, causar danos celulares. Com o EOS, ao reduzirmos a exposição do doente à radiação ionizante, estamos a minorar a probabilidade de desenvolver esses danos. Esta vantagem torna-se particularmente relevante em casos de escoliose, que afeta com maior frequência crianças e adolescentes e requer follow-ups”, evidência Jorge Mineiro, Coordenador de Ortopedia no Hospital CUF Descobertas.

Composto por um sistema de RX de baixa dose de radiação e um sistema informático de pós-processamento avançado, “o EOS permite a aquisição de imagens biplanares em simultâneo, que para além da baixa dose de radiação, diminui o tempo de exame e permite obter imagens de corpo inteiro com um pós-processamento avançado e diferenciador como são os modelos 3D”, afirma Gonçalo Marques, Técnico Coordenador do Serviço de Imagiologia do Hospital CUF Descobertas.

Do ponto de vista clínico, “fazer um RX através do EOS tem ainda a vantagem de, através do seu sistema informático, facultar medições precisas em 2D e 3D, calcular os mais diversos ângulos da coluna vertebral e outros parâmetros pélvicos, hoje essenciais para o diagnóstico correcto e preciso de muitas patologias da coluna vertebral. Permite perceber que a coluna não está apenas x milímetros mais para direita, como também está y milímetros inclinada”, exemplifica Jorge Mineiro, que já está a utilizar o EOS.

“Com este sistema é possível um diagnóstico mais preciso e imparcial; bem como, obter informação de confiança para delinear um plano terapêutico avançado e avaliar o tratamento ortopédico”, valoriza o ortopedista.

Algumas das patologias mais comuns de adultos e crianças que podem beneficiar do EOS são: escoliose; patologias posturais; patologias deformativas e degenerativas da coluna; discrepâncias no comprimento da perna e osteoartrite do quadril e joelho.

O EOS, na patologia da coluna e mais precisamente em doentes pediátricos, permite realizar exames em follow-up com recurso a Micro Dose (dose de radiação ainda mais baixa).

O exame é realizado em ortostatismo (em pé), havendo também, a possibilidade de o realizar sentado - provando-se vantajoso para pessoas com algumas limitações.

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Editorial | Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
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