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Covid-19: Portugal preparado para lidar com surto epidémico
DATA
26/02/2020 17:40:28
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Covid-19: Portugal preparado para lidar com surto epidémico

Embora o coronavírus Covid-19 já seja “um problema global”, exigindo ações concertadas, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou hoje que Portugal está preparado para uma eventual “entrada” do coronavírus, tendo um plano de contingência pronto a ser ativado.

O responsável adiantou ainda que os esforços levados a cabo pela Organização Mundial de Saúde (OMS) junto dos países mais afetados têm sido muito importantes no sentido de “permitir o estancamento primeiro e depois a redução e eliminação”. Quanto à organização e cooperação entre países europeus, Augusto Santos Silva salientou as reuniões semanais para articulação do controlo (prevenção e contenção) do coronavírus elaboradas, a partir de hoje todas as quartas-feiras, pelos Estados-membros da União Europeia.

Sobre o encerramento de fronteiras, o ministro esclareceu que é uma possibilidade, mas que não pode ser uma decisão unilateral. “Nós beneficiaremos se a nossa decisão for concertada e é nesse trabalho de concertação que estamos empenhados ao nível europeu”, concluiu.

Também a ministra da Saúde, Marta Temido, se pronunciou acerca do coronavírus. Afirmando que a Direcção-Geral da Saúde (DGS) está atenta ao desenrolar da situação epidemiológica e depositando confiança no trabalho e no envolvimento dos intervenientes da saúde, a representante garante que estão a ser feitos todos os esforços para assegurar a melhor resposta em caso de surto.

Marta Temido realçou a importância do trabalho de articulação e coordenação “com preocupação máxima”, mas “sem alarmismos”, e afastou para já a ideia de restringir as entradas em território nacional. “Neste momento não temos recomendações da Organização Mundial de Saúde nem do Centro Europeu de Doenças nesse sentido. Vivemos num mundo onde as pessoas circulam e, portanto, temos de ter a consciência que isso comporta riscos”, declarou.

A ministra da Saúde lembrou que existem planos de contingência na área da saúde e da hotelaria com protolocos para se saber como lidar com casos suspeitos e reforçou a importância de se ligar, aquando suspeita, para o Centro de Contacto do Serviço Nacional de Saúde - SNS24 (808 24 24 24).

Recorde-se que a DGS ativou, na segunda-feira, hospitais adicionais para validar casos suspeitos de infeção por Covid-19. Assim, aos hospitais Curry Cabral e ao Dona Estefânia (Lisboa) e ao São João (Porto), acrescem agora os hospitais Santa Maria e São José (Lisboa), o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), incluindo o Hospital Pediátrico, e o Santo António (Porto). Para além disso, a partir de hoje, o CHUC e o Hospital Curry Cabral passam a ter também a possibilidade de fazer análises laboratoriais aos casos suspeitos.

Portugal tem ainda, segundo a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, um total de dois mil quartos de isolamento nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde, com possibilidade de transformar “qualquer zona” numa de isolamento, se necessário.

Até à data, já houve 17 casos suspeitos em Portugal, todos com resultados negativos após análises. Surgiu hoje um 18.º caso suspeito, uma mulher proveniente de Milão, em Itália, que está a ser seguida no Hospital de São João, aguardando os resultados.

A declaração de emergência de saúde pública internacional relativa ao surto do Covid-19 foi emitida pela OMS, que, após um aumento repentino de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão nos últimos dias, deixou o alerta para eventual pandemia. O balanço provisório, decorrente dos dados reportados por mais de 40 países e territórios, é de mais de 2.700 mortos e cerca de 81 mil infetados.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.