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Grupo Lusíadas Saúde disponível para concorrer a PPP no Hospital de Loures
DATA
06/03/2020 10:57:31
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Grupo Lusíadas Saúde disponível para concorrer a PPP no Hospital de Loures

O CEO da Lusíadas Saúde, Vasco Antunes Pereira, adiantou ao Jornal Médico que o grupo está disponível para ser um parceiro do sistema de saúde também na área pública, “sempre e quando haja condições para ser um parceiro que acrescente valor ao serviço público”. Fazendo um balanço “muito positivo”, marcado de “muita conquista”, da gestão do Hospital de Cascais, “com muito apoio da comunidade”, o representante não põe de parte a hipótese de voltar a concorrer para a nova parceria público-privada (PPP) e adianta a disponibilidade para concorrer também à PPP do Hospital de Loures.

As declarações foram prestadas no âmbito da celebração dos 10 anos do Hospital de Cascais, decorrida ontem na instituição, que tem a PPP mais antiga de Portugal no setor hospitalar. Durante a comemoração, Vasco Antunes Pereira afirmou que “os 10 anos servem para celebrar o passado, mas também projetar os desafios futuros”. Ao Jornal Médico, o CEO sublinhou que “provavelmente o grande desafio deste Hospital vai ser o momento de transição”, lembrando que a instituição está numa fase de “relativa indefinição”, enquanto aguarda pelo lançamento de concurso para uma nova PPP e pela consequente definição do próximo parceiro privado.

Durante o evento, o representante deixou patente o seu desejo de que “a parceria se mantivesse”, mas afirmou que isso depende de muitos fatores. Questionado sobre se vai concorrer à PPP do Hospital de Cascais, o responsável disse o seguinte: “O grupo Lusíadas, se tiver condições para poder continuar este trabalho de qualidade, irá com certeza concorrer”.

“O contrato de gestão atual permitiu à equipa de gestão trabalhar todas as variáveis que integram o Hospital, do ponto de vista do financiamento, de recursos humanos e de meios, para permitir construir este projeto de sucesso. Se, no novo concurso, o novo contrato de gestão que vier a ser desenhado permitir constituir novamente esse ecossistema que permite entregar esta qualidade que temos entregue, então seremos com certeza concorrentes”, salientou.

Perante a resolução do Conselho de Ministros, publicada esta terça-feira em Diário da República, onde o Governo aprova as medidas necessária para o lançamento de novo concurso para PPP no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, Vasco Antunes Pereira avançou que “o grupo Lusíadas pretende ser um parceiro do sistema de saúde, quer seja na parte pública, quer seja na parte privada. Temos crescido a nossa área privada e vamos continuar a fazê-lo. Na área pública, sempre e quando haja condições para podermos ser um parceiro que acrescente valor ao serviço público, teremos todo o gosto em participar. Se o Hospital de Loures vier para concurso, se houver esta oportunidade, o grupo Lusíadas estará naturalmente disponível”.

Não obstante as críticas que envolvem o lançamento de concursos para PPP tendo em conta a nova Lei de Bases da Saúde, o CEO da Lusíadas Saúde argumenta que os “factos” são as publicações por órgãos como o Tribunal de Contas, a Inspeção Geral de Saúde e a Unidade Técnica de Acompanhamento de Projetos (UTAP), os quais avaliaram a prestação da parceria no Hospital de Cascais e “concluíram que havia uma vantagem clara para o Estado em termos de Value for Money. O custo público comparado é 24% superior ao custo do Hospital de Cascais. Portanto, há uma poupança efetiva que se traduz em cerca de 17 milhões por ano”.

Adicionalmente, defende que o Hospital de Cascais, do ponto de vista da qualidade, tem sido “reconhecido não só em regimes de acreditações e de certificações, nomeadamente pela Joint Comission International e pelo HIMSS Analytics, em que somos um dos três hospitais com maior maturidade tecnológica, mas também por órgãos nacionais, nomeadamente pela Entidade Reguladora da Saúde, pelo Sistema Nacional de Avaliação em Saúde (SINAS) e também pela IASIST, que considera o Hospital de Cascais o melhor hospital na sua categoria”.

“Portanto, qualitativamente e quantitativamente, este projeto é um projeto que acrescenta valor para todos os intervenientes envolvidos. Os factos são estes. Tudo o resto, a seguir, são ideologias, são interpretações. Nós não somos políticos, não vamos fazer comentários políticos sobre como é que o Governo se posicionará”, concluiu.

O Hospital de Cascais serve mais de 300 mil utentes nos concelhos de Cascais e Sintra e faz, por ano, mais de um milhão de consultas e 42 mil cirurgias. Conhecida como um hospital sem papel, a instituição foi a primeira unidade do país com certificação ambiental. Por considerar que “a área da saúde tem adotado de uma forma tardia a tecnologia”, Vasco Antunes Pereira justificou a aposta tecnológica como forma de manter “Portugal na vanguarda daquilo que é a melhor prática de saúde atual”.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.