Covid-19: OMS adverte países que não levam ameaça a sério
DATA
06/03/2020 11:29:47
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Jornal Médico
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Covid-19: OMS adverte países que não levam ameaça a sério

A Organização Mundial de Saúde (OMS) advertiu que há países que não levam a sério a ameaça do surto de Covid-19 e pediu total empenho dos governos na luta contra a epidemia.

“Preocupa-nos que alguns países não estejam a levar suficientemente a sério o problema ou que tenham decidido que não podem fazer nada”, disse numa conferência de imprensa o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

O responsável alertou que o novo coronavírus não se trata de um exercício e que a hora não é de desistir, mas de “dar tudo”, lamentando que “uma longa lista de países” ainda não mobilizou todos os respetivos governos, deixando o assunto simplesmente nas redes sanitárias. Os Ministérios da Saúde devem fazer tudo para conter o vírus, mas o esforço tem de ser coordenado com toda a rede estatal, unida ao setor privado, disse.

Ou seja, acrescentou, as áreas da segurança, da diplomacia, das finanças, do comércio, dos transportes, ou da informação, todas devem estar envolvidas.

“Estamos preocupados pelo facto de em alguns países o nível de envolvimento político e de ações que demonstrem esse envolvimento não corresponder ao nível de ameaça que todos enfrentamos”, disse, sem indicar a que países de referia.

Ghebreyesus afirmou que nas últimas 24 horas o número de casos de Covid-19, a doença provocada por um novo coronavírus, chegou a 95.265 (mais 143 na China e 2.055 nos outros países), enquanto o número de mortes atingiu 3.281.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou nove casos de infeção.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e aumentou o risco para “muito elevado”.

As certezas enganadoras sobre os Outros
Editorial | Mário Santos, membro da Direção Nacional da APMGF
As certezas enganadoras sobre os Outros

No processo de reflexão da minha prática clínica, levo em conta para além do meu índice de desempenho geral (IDG) e da satisfação dos meus pacientes, a opinião dos Outros. Não deixo, por isso, de ler as entrevistas cujos destaques despertam em mim o interesse sobre o que pensam e o que esperam das minhas funções, como médico de família. Selecionei alguns títulos divulgados pelo Jornal Médico, que mereceram a minha atenção no último ano: