Covid-19: Suspensão da atividade letiva presencial nas Escolas de Medicina
DATA
10/03/2020 15:09:09
AUTOR
Jornal Médico
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Covid-19: Suspensão da atividade letiva presencial nas Escolas de Medicina

A Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) lançou um comunicado em que exige que a concretização da “medida garanta a continuidade dos processos de formação e que seja salvaguardada a qualidade da formação médica em Portugal”.

Perante a crescente necessidade de aplicar medidas de prevenção face à evolução da situação em Portugal da epidemia do coronavírus Covid-19 e considerando as especificidades decorrentes do processo de formação médica, a Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) emitiu a seguinte posição: a associação compreende e apoia a suspensão de todas as atividades letivas presenciais nas Escolas e nas instituições de saúde associadas, tal como preconizado nas Recomendações emitidas pelo Conselho de Escolas Médicas Portuguesas (CEMP), por forma a minimizar a circulação em ambiente hospitalar e universitário, num esforço conjunto em prol da Saúde Pública.

A ANEM apela, também a que “a suspensão das atividades presenciais letivas, a concretizar-se, seja feita em perfeita articulação e coordenação entre a Tutela, Instituições de Ensino, Escolas Médicas e Associações de Estudantes”.

Apelam também a que a “suspensão das atividades presenciais letivas seja acompanhada de medidas que garantam a continuidade dos processos de formação e aprendizagem da Medicina em Portugal, tal como recomendado pelo CEMP”.

Por fim, a associação apela à implementação de eventuais processos de ensino à distância anule quaisquer potenciais impactos pedagógicos e que seja salvaguardada a qualidade do ensino da Medicina em Portugal.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.