Covid-19: OM afirma que falta de equipamentos de proteção para profissionais está a ser calcanhar de Aquiles
DATA
17/03/2020 11:59:50
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Jornal Médico
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Covid-19: OM afirma que falta de equipamentos de proteção para profissionais está a ser calcanhar de Aquiles

Do número de casos de infeção pelo novo coronavírus conhecidos até ao momento, pelo menos 20% são já em médicos.

E um número não divulgado, mas seguramente elevado, atinge outros profissionais de saúde. “Desde o primeiro momento do surto, a Ordem dos Médicos tem vindo a alertar para a importância de serem divulgadas orientações claras sobre que equipamentos usar e em que circunstâncias, devendo os mesmos ser disponibilizados a todos os profissionais que estão no terreno a combater esta situação de emergência de saúde pública internacional, já declarada como pandemia pelo Organização Mundial de Saúde”, explica a Ordem dos Médicos (OM) em comunicado.  

“Na fase em que nos encontramos não é possível continuarmos a só proporcionar equipamentos de proteção individual em locais de apoio direto ao Covid-19. Neste momento, com cadeias de transmissão desconhecidas, todas as pessoas que estão no terreno, em todas as unidades de saúde, precisam de estar devidamente protegidas”, defende o bastonário da Ordem dos Médicos.

Miguel Guimarães adianta que têm chegado à Ordem dos Médicos, e a si diretamente, vários relatos de escassez ou inexistência de equipamentos de proteção individual, bem como falta de orientações claras sobre os equipamentos que os médicos devem usar e quando, instando a que todos os colegas reportem as falhas e exijam trabalhar devidamente protegidos, por si, pelos doentes e por todos os portugueses.

“Esta falta de equipamentos de proteção individual para profissionais está a ser o calcanhar de Aquiles no combate ao novo coronavírus. Arriscamo-nos a que muitos médicos e profissionais de saúde fiquem doentes o que, para além do drama pessoal e familiar, significa não termos os médicos e profissionais necessários para tratar dos doentes enquanto atingimos o pico da epidemia. Se queremos ser bem-sucedidos temos de seguir o exemplo de Macau e não de Itália”, acrescenta Miguel Guimarães.

A Ordem dos Médicos está atenta a tudo o que está a acontecer no terreno e a procurar, por todos os meios e a vários níveis, contribuir para proteger a vida dos doentes e dos profissionais de saúde.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.