Covid-19: OM pede a DGS que reveja critérios para uso universal de máscaras e avance com testes quinzenais a profissionais de saúde
DATA
06/04/2020 09:43:06
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Jornal Médico
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Covid-19: OM pede a DGS que reveja critérios para uso universal de máscaras e avance com testes quinzenais a profissionais de saúde

Dado o contexto epidemiológico nacional e internacional da infeção pelo SARS-CoV-2, bem como da renovação do estado de emergência em Portugal, a Ordem dos Médicos (OM) veio hoje exortar a Direção-Geral de Saúde (DGS) a rever com urgência os critérios para o uso universal de máscaras.

Num comunicado enviado hoje às redações – assinado pelo bastonário da OM, Miguel Guimarães, e pelo gabinete de crise da Ordem dos Médicos (estrutura coordenada pelo pneumologista Filipe Froes) –, a OM salienta a necessidade de “rever e operacionalizar pela DGS, com carácter de urgência, os critérios de utilização universal de máscara pelos profissionais de saúde e pela população, nomeadamente nos locais ou espaços públicos onde o distanciamento social de segurança seja mais difícil”.

Para tal, cabe igualmente à DGS, de acordo com a nota, “assegurar o fornecimento ininterrupto dos equipamentos de proteção individual indispensáveis à segurança de quem cuida dos portugueses, os profissionais de saúde e outros profissionais expostos no exercício das suas funções (forças de segurança, bombeiros, cuidadores, entre outros).

Também no que concerne aos testes de diagnóstico, a OM tem uma palavra a dizer, pedindo à estrutura liderada por Graça Freitas que “melhore a capacidade laboratorial dos testes de diagnóstico em termos de volume, acessibilidade e tempo de resposta e possibilite, em regime voluntário, a realização prioritária de testes de diagnóstico quinzenais aos profissionais de saúde e outros profissionais expostos”.

A OM sublinha, igualmente, a importância de se avançar com a “definição urgente, em colaboração com peritos, dos critérios de realização, interpretação e utilidade dos testes serológicos de avaliação de anticorpos”, ao mesmo tempo que insiste na “divulgação dos dados clínicos e epidemiológicos, em formato anónimo, dos doentes com critérios de internamento e doentes falecidos, à comunidade médica e científica, de modo a identificar e maximizar potenciais fatores de intervenção e melhoria de atuação”.

Em jeito de conclusão, o comunicado da OM apela ainda à DGS para “simplificar e desburocratizar os processos de aquisição de medicamentos, dispositivos e equipamentos vitais”, assim como “aproveitar e rentabilizar a onda de solidariedade e todas as ofertas da sociedade civil que podem fazer a diferença no combate à COVID-19”.

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Editorial | Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
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Assaltar o desnecessário. Rasgar a burocracia. Rejeitar o desperdício. Anular a perda de tempo. As aprendizagens da pandemia serão uma ótima oportunidade para acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência e o estado de calamidade ensinaram-nos muito! É necessário desconfinar o centro de saúde e reinventar o conceito com unidades de saúde aprendentes e inovadoras.

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