Covid-19: Faculdade de Medicina do Porto estuda lesão cardíaca associada à doença
DATA
29/04/2020 10:33:41
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Jornal Médico
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Covid-19: Faculdade de Medicina do Porto estuda lesão cardíaca associada à doença
A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) está a desenvolver um projeto que visa esclarecer de que forma é que o novo coronavírus influencia a função cardíaca, nos casos mais graves da doença.

 

Os investigadores e docentes da Faculdade de Medicina da U.Porto vão estudar e acompanhar um grupo de doentes internados na Unidade de Cuidados Intensivos do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ), por um período aproximado de três meses, no sentido de encontrar novas respostas, no combate à pandemia.

“Queremos perceber se o vírus infeta o tecido cardíaco e como é que o coração é atingido pela ativação inflamatória sistémica exagerada”, explica o investigador Francisco Vasques-Nóvoa.

Além da resposta a estas duas questões, o grupo de investigadores espera identificar quais os fatores de suscetibilidade que contribuem para o desenvolvimento da disfunção cardíaca em resposta à Covid-19.

Segundo o coordenador do projeto, Roberto Roncon de Albuquerque, a lesão de tecido cardíaco é frequente em doentes infetados, no entanto, sublinha que “os mecanismos, a abordagem diagnóstica e um possível tratamento permanecem amplamente desconhecidos”.

Com um financiamento de 30 mil euros, este é um dos 66 projetos que será apoiado pela linha de apoio à investigação e desenvolvimento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), criada com o objetivo de melhorar a resposta do Serviço Nacional de Saúde no combate à pandemia.

A par da FMUP, o estudo “Myocardial Injury in COVID-19: a Prospective Clinical and Mechanistic Study” conta com a colaboração do CHUSJ, da Universidade de Maastricht (Países Baixos) e do Laboratório Europeu de Biologia Molecular.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.