Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte quer aumentar em 50% o número de consultas presenciais
DATA
30/04/2020 09:58:28
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Jornal Médico
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Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte quer aumentar em 50% o número de consultas presenciais

O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), do qual fazem parte os hospitais Santa Maria e Polido Valente, pretende aumentar em 50% o número de consultas presenciais a serem realizadas em maio. Para evitar contágios da Covid-19, fará cumprir um “rigoroso” plano de segurança.

A estabilidade na evolução da epidemia no País e o interesse na preservação da saúde dos portugueses são apontados como os fatores impulsionadores desta medida.

O objetivo passa por promover um “crescimento cauteloso e progressivo”, explica o CHULN, que efetuou um total de mais de 35 mil consultas, em abril, das quais cerca de 13 mil foram presenciais.

O período de funcionamento de cada espaço de consulta deverá ser alargado, para funcionar das 08:00 às 20.00, em todos os espaços de consulta, de forma a “permitir a assistência ao maior número possível de doentes”, sendo que as marcações deverão ser “rígidas e espaçadas de 30 minutos, sem possibilidade de consultas extra”. Os gabinetes serão desinfetados após cada período de consulta de três horas.

Do plano de segurança fazem também parte uma triagem pela equipa de enfermagem, ao doente e ao acompanhante – sempre que a sua presença seja imprescindível –, que constará da avaliação da temperatura corporal e realização de inquérito sintomático e de risco epidemiológico, em todos os espaços de consulta, antes da admissão do doente e da entrada na sala de espera.

Nos casos em que se considere que o doente (ou acompanhante) é suspeito de infeção Covid-19, este será encaminhado para o circuito próprio de assistência a casos suspeitos da doença.

O doente e o acompanhante devem lavar ou desinfetar as mãos e colocar uma máscara cirúrgica, antes de se dirigirem ao espaço de consulta, sendo que só serão admitidos na sala de espera  o número de doentes que, em cada espaço, se possam sentar mantendo a distância de segurança de dois metros.

O CHULN avança que será definido, em cada espaço de consulta, o número de gabinetes que estará a funcionar em simultâneo, bem como o horário de marcação das consultas. Estes números serão redefinidos semanalmente, de acordo com a evolução da epidemia.

Na convocatória aos doentes, feita pelo telefone, serão também reforçadas as regras da consulta, sublinhando-se três: o desincentivo à presença de acompanhante, admitindo exceções por incapacidade física, ou por limitações na capacidade de comunicação com o médico, a admissão na consulta com apenas com 30 min de antecedência e a recusa de doentes que não se encontrem presentes na consulta à hora marcada.

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Editorial | Jornal Médico
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