Número de vacinas administradas em abril caiu para quase metade
DATA
05/05/2020 16:37:52
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Jornal Médico
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Número de vacinas administradas em abril caiu para quase metade

O número de vacinas administradas em Portugal caiu quase para metade em abril, em comparação com o mesmo mês do ano passado, fixando-se em 247.810, de acordo com os dados do Portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Os dados, atualizados até segunda-feira, indicam que em abril de 2019 tinham sido administradas 473.057 vacinas.

A Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou maior número de vacinas administradas (109.408), seguida pelas ARS Norte (59.971), ARS Centro (47.411), ARS Algarve (16.399) e ARS Alentejo (14.621).

As autoridades de saúde já tinham alertado para a importância de não descurar o Programa Nacional de Vacinação, lembrando que as vacinas previstas para o primeiro ano de vida conferem proteção contra 11 doenças potencialmente graves.

Numa nota publicada no mês passado, e perante a necessidade de adotar medidas de caráter excecional e temporário para prevenção da transmissão da infeção por Covid-19, a Direção Geral da Saúde (DGS) definiu como prioritária a vacinação recomendada no primeiro ano de vida, sublinhando que “aos 12 meses, as vacinas contra o meningococo C e contra o sarampo, papeira e rubéola são muito importantes”.

Também a Organização Mundial de Saúde destacou que a pandemia não podia colocar em risco as campanhas de vacinação contra outras doenças, como a poliomielite ou o sarampo, alertando que estas podem ressurgir.

Este ano, segundo o SNS, apenas janeiro e fevereiro registaram valores superiores aos de 2019, situando-se em 589.264 e 461.591 vacinas, respetivamente. No ano anterior, os números fixaram-se em 535.777, no primeiro mês, e em 461.572, no segundo.

Os números começaram a cair em março, tendo sido registada a administração de 427.378 vacinas, que contrasta com a de 480.533, no período homólogo.

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Editorial | Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
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Assaltar o desnecessário. Rasgar a burocracia. Rejeitar o desperdício. Anular a perda de tempo. As aprendizagens da pandemia serão uma ótima oportunidade para acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência e o estado de calamidade ensinaram-nos muito! É necessário desconfinar o centro de saúde e reinventar o conceito com unidades de saúde aprendentes e inovadoras.

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