Medicamentos a crédito atingem recorde de 76 milhões de euros
DATA
19/05/2020 11:26:47
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Jornal Médico
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Medicamentos a crédito atingem recorde de 76 milhões de euros

O crédito concedido pelas farmácias aos portugueses atingiu os 76 milhões de euros, um valor recorde, apontado como resultado da pandemia Covid-19, pela Associação Nacional de Farmácias (ANF).

Em março, as farmácias reforçaram em 7,8 milhões de euros as dispensas de medicamentos a crédito, em relação ao mês anterior, tendo cada uma assumido o adiantamento de 1.027 euros de comparticipações a doentes sem receita médica.

“As farmácias assumiram este risco para evitar a interrupção do tratamento dos doentes crónicos”, afirma o presidente da ANF, Paulo Cleto Duarte, acrescentando que “isso só foi possível graças ao bom entendimento das Ordens dos Médicos e dos Farmacêuticos, que chegaram a um consenso para a renovação da dispensa na farmácia, por dois meses, com respeito pela última prescrição médica e com a devida comparticipação”.

De acordo com uma estimativa da Adjustt, equipa de consultoria da Glintt, que se baseou na contabilidade real de uma amostra de 625 farmácias de todos os distritos do continente e ilhas, cada farmácia adianta medicamentos sem custos a 163 portugueses, o que permite estimar entre 450 mil e 500 mil portugueses beneficiários de créditos na rede portuguesa.

Paulo Cleto Duarte defende que, durante a pandemia, “as farmácias assumiram o objetivo de garantir o acesso a medicamentos e produtos de saúde a todos os portugueses, em condições de igualdade em qualquer ponto do território”.

“A nossa rede atravessa uma crise, com 26% das farmácias a enfrentarem processos de insolvência e penhora, mas continua a confiar nos portugueses e a merecer a sua confiança”, revela.

Cada farmácia, em média, acumula 26.323 euros de créditos à comunidade que serve. “Felizmente, o Estado já não acumula dívidas como há dez anos, o que permite concentrar o nosso esforço de liquidez nos portugueses com necessidades reais, que as farmácias conhecem bem”, esclarece Paulo Cleto Duarte.

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Editorial | Joana Romeira Torres
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