Covid-19: Fundação Portuguesa de Cardiologia apela à demonstração de afetos virtuais
DATA
19/05/2020 16:58:16
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Jornal Médico
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Covid-19: Fundação Portuguesa de Cardiologia apela à demonstração de afetos virtuais

A Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) está a promover uma campanha de consciencialização para a importância do distanciamento social e a incentivar as pessoas a demonstrarem os afetos através dos meios digitais.

Esta iniciativa surge no mês dedicado à sensibilização para as doenças do coração, lembrando o a necessidade de adoção de comportamentos de segurança, como o uso de máscara.

Paralelamente, a FPC pretende passar uma mensagem de encorajar as pessoas para que não se isolem e demonstrem os seus afetos de forma digital, “protegendo o coração da Covid-19”.

“Esta campanha pretende passar uma mensagem a todos os doentes cardiovasculares, que fazem parte do grupo de risco, mas também a toda a população no geral. Todas as pessoas devem seguir escrupulosamente as orientações das autoridades de saúde, nomeadamente o distanciamento social, mas acreditamos que os afetos são muito importantes nesta fase”, explica o presidente da FPC, Manuel Carrageta.

Sublinha, neste âmbito que “quem tem problemas cardiovasculares não deve facilitar, mas pode e deve reforçar a proximidade digital para matar saudades das pessoas que mais gosta”.

Já o assessor médico da FPC, Luís Negrão relembra o facto de os doentes não descurarem as medidas de segurança: “Devem utilizar a máscara, respeitar o confinamento e o distanciamento social, mas também nada impede a manifestação de afetos, ternura e carinho através de um computador, tablet ou telemóvel. Os afetos também são amigos do coração”.

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Editorial | Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
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Assaltar o desnecessário. Rasgar a burocracia. Rejeitar o desperdício. Anular a perda de tempo. As aprendizagens da pandemia serão uma ótima oportunidade para acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência e o estado de calamidade ensinaram-nos muito! É necessário desconfinar o centro de saúde e reinventar o conceito com unidades de saúde aprendentes e inovadoras.

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