Covid-19: Contratação de pessoal na saúde teve peso de 100 milhões para quatro meses
DATA
20/05/2020 11:17:25
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Jornal Médico
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Covid-19: Contratação de pessoal na saúde teve peso de 100 milhões para quatro meses

As contratações de pessoal na área da Saúde para fazer face à pandemia de Covid-19 representaram um acréscimo de 100 milhões de euros para quatro meses, anunciou a ministra da Saúde Marta Temido.

Durante a audição na Comissão Parlamentar de Saúde, a ministra sublinhou o esforço feito para reforçar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), designadamente, para permitir uma resposta à pandemia, que representou um peso de 100 milhões de euros para quatro meses, na área dos recursos humanos, “independentemente de renovações futuras”, que a governante não afastou.

“O reforço nos últimos anos permitiu ter um SNS mais pronto para responder a este momento difícil. Este ano, o que era o orçamento de início do ano já tinha um reforço, pela primeira vez, da despesa total efetiva consolidada de mais de 11 milhões de euros”, disse MartaTemido, sublinhando que o orçamento financiado por impostos comparado com o ano passado aumentou mais de 940 milhões.

A ministra salientou os vários reforços e injeções no SNS, destacando os 256 milhões para compensar os pagamentos em atraso.

Falou ainda da necessidade de reforço da confiança dos portugueses na utilização do SNS, não deixando de procurar o serviço sempre que necessário, na recuperação das consultas e cirurgias adiadas por causa da pandemia e disse que 36 hospitais já enviaram planos de recuperação, reagendando 30% das cirurgias e 40% das consultas.

Marta Temido anunciou que está a ser analisado o que poderá ser o reforço do País em capacidade de testes para uma eventual segunda onda de Covid-19.

Na intervenção inicial, a ministra afirmou que, com esta pandemia, o SNS teve “uma das suas maiores provas da sua existência”, “descobriu a sua força e reinventou-se”.

Referiu também que ao longo do último ano a receita do SNS “cresceu significativamente, revertendo tendência de decréscimo de anos anteriores” e apontou um “incremento mensal de 65 milhões de euros no orçamento do SNS”.

Deixar cair com violência o que é desnecessário e aproveitar a oportunidade
Editorial | Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
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Assaltar o desnecessário. Rasgar a burocracia. Rejeitar o desperdício. Anular a perda de tempo. As aprendizagens da pandemia serão uma ótima oportunidade para acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência e o estado de calamidade ensinaram-nos muito! É necessário desconfinar o centro de saúde e reinventar o conceito com unidades de saúde aprendentes e inovadoras.

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