Covid-19: Indicador de transmissibilidade de infeção revela "estabilidade" em Portugal
DATA
20/05/2020 15:00:05
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Jornal Médico
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Covid-19: Indicador de transmissibilidade de infeção revela "estabilidade" em Portugal

O indicador que define o grau de transmissibilidade de infeção do novo coronavírus está estável, com cada doente a originar, em média, menos de um caso secundário, anunciou hoje o secretário de Estado da saúde.

António Lacerda Sales afirmou que, entre 13 e 17 de maio, a média do RT foi de 0,95, o que significa que “a nível nacional um caso infetado originou, em média, menos de um caso secundário”.

“Estamos perante uma estabilidade deste indicador de transmissibilidade de infeção (RT)”, anunciou o governante na conferência de imprensa diária sobre a pandemia de Covid-19, durante a qual referiu outros números que considerou darem algum “alento e um sinal de confiança no futuro coletivo”.

Desde 11 de maio, “a taxa de testes positivos diários ficou abaixo dos 5%”, salientou, lembrando que nos últimos dois meses e meio – entre 1 de março e 18 de maio – se realizaram 674 mil testes, o que representa uma média diária de cerca de 8.500 testes.

O secretário de Estado da Saúde lembrou que é preciso continuar a olhar para os dados “com cautela”, mas não se pode ignorar que são bons sinais os que surgem relativos à segunda semana da 1.º fase de desconfinamento, entre 13 e 17 de maio.

No último mês, o número médio semanal de internamentos tem diminuído, assim como as unidades de cuidados intensivos seguem “uma tendência semelhante”, sublinhou.

Destacou ainda que o número de mortes semanais também tem diminuído, “semana após semana, desde 13 de abril”, mas “não está tudo feito”.

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Editorial | Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
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Assaltar o desnecessário. Rasgar a burocracia. Rejeitar o desperdício. Anular a perda de tempo. As aprendizagens da pandemia serão uma ótima oportunidade para acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência e o estado de calamidade ensinaram-nos muito! É necessário desconfinar o centro de saúde e reinventar o conceito com unidades de saúde aprendentes e inovadoras.

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