Exportações na Saúde crescem quase 9% no primeiro trimestre
DATA
21/05/2020 11:54:12
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Jornal Médico
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Exportações na Saúde crescem quase 9% no primeiro trimestre

As exportações na área da Saúde atingiram os 377 milhões de euros, no primeiro trimestre deste ano, representando uma subida de 8,8%, face ao período homólogo de 2019, destaca o Health Cluster Portugal (HCP).

Os números revelam que as exportações neste setor cresceram “em contraciclo com as exportações nacionais de bens, que apresentam um decréscimo de 3,3% em comparação com igual período do ano passado”, avança a HCP, que usou dados da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), com fonte no Instituto Nacional de Estatística (INE).

A associação sem fins lucrativos, que conta com mais de 180 associados, entre universidades, hospitais e empresas, defende também que os resultados surgem no seguimento dos esforços desenvolvidos por empresas e entidades do setor “no sentido de consolidar a presença de Portugal nos mercados externos”.

O Health Cluster Portugal revela que definiu como objetivo, até 2025, ultrapassar os 2,5 mil milhões de euros de exportações em saúde, em que se incluem a fabricação de produtos farmacêuticos de base, a fabricação de preparações farmacêuticas, a fabricação de equipamento de radiação e electromedicina e a fabricação de instrumentos e material médico-cirúrgico.

Para o presidente do HCP, Salvador de Mello, este é um “resultado positivo” que “reflete o dinamismo e o esforço desenvolvido pelo setor, sendo particularmente importante num momento em que a área da saúde tem sido tão desafiada e colocada à prova”.

Sublinha ainda que “as empresas do cluster têm demonstrado uma forte capacidade de adaptação, assumindo o HCP o seu papel agregador promovendo sinergias entre muitos dos seus associados”.

O setor da saúde representa para a economia portuguesa um volume de negócios anual na ordem dos 30 mil milhões de euros e um valor acrescentado bruto de cerca de 9 mil milhões, envolvendo perto de 90 mil empresas e empregando quase 300 mil pessoas.

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Editorial | Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
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Assaltar o desnecessário. Rasgar a burocracia. Rejeitar o desperdício. Anular a perda de tempo. As aprendizagens da pandemia serão uma ótima oportunidade para acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência e o estado de calamidade ensinaram-nos muito! É necessário desconfinar o centro de saúde e reinventar o conceito com unidades de saúde aprendentes e inovadoras.

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