Farmácias revelam que há serviços em risco por falta de comparticipação do Estado

A linha telefónica gratuita para encomenda de medicamentos pelo número 1400, criada pela Associação Nacional de Farmácias (ANF), começou esta semana a informar os cidadãos sobre aos serviços farmacêuticos em risco por falta de comparticipação do Estado.

A mensagem, emitida enquanto os utentes esperam para fazer as suas encomendas de medicamentos, esclarece que as farmácias serão, em breve, “forçadas a suspender” três serviços, nomeadamente, os de dispensa de medicamentos hospitalares, vacinação contra a gripe e vigilância a doentes crónicos.

Num comunicado conjunto, a ANF e a Associação de Farmácias de Portugal (AFP) contextualizam que, devido à pandemia Covid-19, as farmácias comunitárias estão a dispensar medicamentos a milhares de doentes com cancro, sida, esclerose múltipla e outras doenças, que antes eram forçados a deslocar-se aos hospitais.

“Há casos de doentes dos Açores e do Algarve que faziam deslocações regulares a Lisboa”, exemplificam, lembrando que a primeira experiência em que foi dada aos doentes a liberdade de escolher a sua farmácia abrange 150 doentes com VIH-Sida, tendo começado há quatro anos, e que, até ao momento, o Estado não investiu um “único cêntimo no serviço, apesar da satisfação manifestada pelos utentes e as suas associações representativas”.

Informam ainda que as 160 farmácias filiadas na AFP também vão suspender a sua atividade na próxima quarta-feira, dia 27 de maio, entre as 15:00 e as 15h23, juntando-se às 2.750 da Associação Nacional das Farmácias.

A plataforma de dispensa de receitas médicas electrónicas será suspensa durante os 23 minutos reservados pela Assembleia da República para debater a petição “Salvar as Farmácias, Cumprir o SNS”, explicam.

O novo normal e a nova realidade – que alterações provocadas pela pandemia vieram para ficar?
Editorial | Jornal Médico
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Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. Encontrar uma nova visão e adotar uma nova estratégia útil na nossa prática clínica quotidiana. Valorizar as unidades de saúde por estarem a dar as respostas adequadas e seguras é o mínimo que se exige, mas é urgente e inevitável um plano de investimento nos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde.

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