Plano de contingência Covid-19 da Diaverum reconhecido pela comunidade médica
DATA
28/05/2020 16:05:26
AUTOR
Jornal Médico
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Plano de contingência Covid-19 da Diaverum reconhecido pela comunidade médica

A Diaverum iniciou, em janeiro deste ano, a criação de um plano de contingência Covid-19, tendo sido reconhecido por “toda a comunidade médica quer nacional quer internacional”, avança a Head of Social Responsability and Communications at Diaverum Portugal, Marta Olim.

O documento foi partilhado publicamente, pelo facto de ter sido realizado, especificamente, para combater a pandemia e “assegurar que eram garantidas condições de segurança”, tanto das equipas que se encontram a trabalhar na linha da frente, como dos doentes que realizam tratamento diariamente. 

O plano inclui uma “lista abrangente” de 76 pontos, na qual são identificados procedimentos a adotar em diferentes áreas, momentos e condições, desde o transporte à triagem, passando pela zona de espera, pelas salas de tratamento, pacientes posivitos, capacidade de recursos humanos, uso correto dos equipamentos de proteção individual, educação de pacientes e staff, gestão da cadeia de suprimentos em vigor e pelos procedimentos de limpeza.

Nas salas de tratamento, por exemplo, o documento refere que o contacto com o paciente deve ser mantido com “o mínimo de cuidados diretos”, devem ser definidas rotas diferentes para pacientes negativos e positivos e que as marcações devem ser revistas, para reduzir o tempo de contato entre os pacientes.

No caso dos doentes positivos, pode ler-se que, "a menos que haja uma diretiva do país para fazer diálise a pacientes com Covid-19 nas clínicas de Diaverum", deve ser considerado o encaminhamento hospitalar de todos os casos suspeitos ou confirmados de infeção pelo novo coronavírus, em coordenação com as autoridades de saúde locais.

“Neste momento, penso que é muito importante divulgar procedimentos e boas práticas nesta área e não fazer do nosso sucesso um segredo”, defende Marta Olim.

Sobre as mais valias do plano de contingência, considera que este pode ser “importante noutros contextos” e “ter impacto na vida de muitos, especialmente, naqueles que têm doença crónica e fazem tratamento de hemodiálise todos os dias”.

De acordo com o Chief Medical Officer da Diaverum, Fernando Macário, “as políticas da Diaverum para o Covid-19 foram baseadas em liderança eficaz e firme, com respeito ao envolvimento efetivo de todos os profissionais e à partilha de boas práticas”.

“Além disso, para garantir a segurança dos pacientes e da equipa, é também necessário garantir a continuidade dos tratamentos com padrões de qualidade adequados e controlar a conformidade com a estratégia da empresa”, sublinha.

Neste sentido, considera que o resultado e a aplicação das normas permitem minimizar o risco de contágio, o diagnóstico rápido e gerir o encaminhamento correto de casos. Garante ainda que a atualização destas políticas é feita “regularmente”, acordo com as novas evidências científicas e feedback das equipas,  e que tudo é feito de acordo com “os mais rigorosos critérios científicos e epidemiológicos, para minimizar a propagação desta doença”.

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