Num webinar promovido pelo Jornal Médico, com o apoio da LEO Pharma, o especialista em Dermatologia e Venereologia Pedro Mendes Bastos, identificou os desafios sentidos, diariamente, na abordagem dos doentes com dermatite atópica (DA) e outros eczemas, e partilhou estratégias para adaptar as melhores práticas à realidade.
Também consultor científico da Associação Dermatite Atópica Portugal (ADERMAP) e investigador em ensaios clínicos em doenças dermatológicas imunomediadas, o médico focou a sua apresentação na dermatite seborreica, no eczema asteatótico e na DA, para os quais identificou os diagnósticos e as terapêuticas adequados.
Baseado num artigo recente sobre o tema, referiu que “a evidência, até agora, não apoia o envolvimento de inflamação específica de antigénio, na DA, como mecanismo fundamental”, sublinhando que a DA, “na sua essência”, não é uma alergia, mas pode ser uma “porta de entrada” para alergias subsequentes.
A gestão partilhada do doente, entre o médico de família e o dermatologista, é também defendida por Pedro Mendes Bastos, que aponta o trabalho em equipa como o “segredo da Medicina, atualmente”, principalmente, nas doenças complexas.
Veja os destaques:
Acertar procedimentos e aperfeiçoar métodos de trabalho. O estado de emergência terminou e o estado de calamidade passou, mas o problema de saúde mantem-se ativo. É urgente encontrar uma visão inovadora e adotar uma nova estratégia. As unidades de saúde precisam de encontrar respostas adequadas e seguras.