Covid-19: Direção-Geral da Saúde atualiza orientação sobre gravidez e parto
DATA
05/06/2020 09:37:09
AUTOR
Jornal Médico
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Covid-19: Direção-Geral da Saúde atualiza orientação sobre gravidez e parto

A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou hoje uma orientação atualizada sobre gravidez e parto, que pretende minimizar a “exposição à infeção pelo novo coronavírus” de grávidas, recém-nascidos e profissionais em contexto de pandemia de Covid-19.

Redimensionar os recursos disponíveis, aumentando a assistência em mulheres infetadas e contendo cadeias de transmissão, é outro objetivo associado.

“Dado o escasso conhecimento científico, as decisões devem ter por base a avaliação clínica, as condições físicas e recursos humanos de cada instituição, e ainda as escolhas do casal”, lê-se no documento.

Cada instituição poderá introduzir restrições na política de visitantes, sempre que a grávida ou puérpera for um caso confirmado ou suspeito, de forma a limitar o risco de transmissão de SARS-CoV-2.

A orientação refere os cuidados que devem ser assegurados na vigilância das gravidezes de baixo risco e nas grávidas com Covid-19. No segundo caso, as consultas presenciais e os procedimentos pré-natais devem, “sempre que possível”, ser adiados até terminar o período de isolamento no domicílio, desde que não haja “compromisso da segurança clínica”.

Os procedimentos a adotar no internamento hospitalar durante a gravidez, são também mencionados no documento, nomeadamente a realização de um teste laboratorial para o novo coronavírus, mesmo que não existam “sintomas sugestivos” da Covid-19.

“Se não existir suspeita de infeção, a realização do parto deve decorrer nos moldes habituais, com o reforço das medidas de prevenção e controlo de infeção e a utilização de equipamento de proteção individual adequado”, avança a DGS.

Já nas situações em que exista suspeita ou confirmação de COVID-19, a norma estabelece que, entre outras medidas, o trabalho de parto seja realizado com monitorização cardiotocográfica contínua.

No que concerne à presença de acompanhantes no parto, as unidades hospitalares devem procurar assegurar as condições necessárias para permitir a presença de um acompanhante, sendo que este não deve ter sintomas sugestivos de Covid-19, nem ter contactado com pessoas infetadas nos 14 dias anteriores.

A troca de acompanhantes não é permitida e devem ser cumpridas regras de higienização de mãos, etiqueta respiratória, distanciamento físico, utilização de máscara cirúrgica, bata descartável e protetor de calçado, e “as demais regras da unidade hospitalar e orientações dos profissionais de saúde”.

A DGS estipula que, se a presença de acompanhantes não puder ser garantida de forma segura, podem ser consideradas “medidas excecionais de restrição de acompanhantes”, desde que sejam proporcionadas e fundamentadas no risco de infeção.

No caso das grávidas com Covid-19, deve ser considerada a restrição da presença de acompanhante, “por forma a diminuir a propagação da infeção por SARS-CoV-2 a pessoas que possam vir a estar envolvidas nos cuidados ao recém-nascido no seio familiar”.

Para a elaboração da orientação foi auscultado o Colégio da Especialidade de Ginecologia e Obstetrícia da Ordem dos Médicos e a mesa do Colégio de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica da Ordem dos Enfermeiros, esclarece a DGS.

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Editorial | Jornal Médico
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