Covid-19: Médis ultrapassou 30 mil pedidos de orientação clínica na "fase mais crítica" da pandemia
DATA
15/06/2020 12:14:57
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Jornal Médico
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Covid-19: Médis ultrapassou 30 mil pedidos de orientação clínica na "fase mais crítica" da pandemia

A Médis revelou que atendeu mais de 30 mil contactos de orientação clínica, durante o “período mais crítico” da pandemia de Covid-19 e que a maioria dos contactos do Médico Online, solução de telemedicina lançada no mês de março, foram tratados com apenas uma consulta.

Apontando a proximidade e o aconselhamento dos seus profissionais de saúde como “cruciais, em muitas destas situações”, a Médis indica que 87,4% dos pedidos de Médico Online, foram requereram somente uma consulta e que esta solução de telemedicina resultou em 3.918 prescrições médicas.

O esclarecimento de sintomas foi o principal motivo que levou os clientes a procurarem falar com um médico online (79%), seguido da necessidade de tirar dúvidas sobre medicação ou receitas (11%) e da elucidação de questões sobre exames ou análises clínicas (10%), avança a seguradora.

Segundo a Médis, a sua solução de telemedicina foi “especialmente procurada” por pessoas com idade média de 34 anos.

Entre a totalidade de consultas foram prescritos 664 testes de diagnóstico à Covid-19, sendo que estava disponível “para todos os portugueses” um serviço de avaliação de sintomas para a doença provocada pelo novo coronavírus.

Desde o lançamento, foram contabilizadas 18,392 utilizações e destas, mais de 15 mil utilizadores não tiveram contacto próximo com pessoas infetadas e apresentavam sintomas como dor de cabeça, fatiga e dores de garganta, esclarece a seguradora.

“Após o resultado obtido, que permite ao utilizador despistar um possível cenário de infeção pela COVID-19, são apresentadas recomendações de como proceder consoante os sintomas e fatores de risco que apresenta. Para 39.2% dos casos foi recomendado ligar para um serviço de apoio por um ou mais sintomas leves; e 26.6% dos casos não tinham qualquer tipo de sintoma associado à doença. A idade média dos utilizadores é de 40 anos”, revela a Médis, em comunicado.

Durante este período foi também disponibilizada, em parceria com a Associação Nacional de Farmácias (ANF) e os CTT, a entrega de medicamentos ao domicílio, contabilizando 500 pedidos entregues.

A seguradora recorda que as soluções de telemedicina, avaliação de sintomas, reforço da Linha Médis e entrega de medicamentos ao domicílio, surgiram “em articulação e complementaridade aos serviços disponibilizados pelo Serviço Nacional de Saúde no combate à pandemia da Covid-19”.

Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve
Editorial | Gil Correia
Urgências no SNS – só empurrar o problema não o resolve

É quase esquizofrénico no mesmo mês em que se discute a carência de Médicos de Família no SNS empurrar, por decreto, os doentes que recorrem aos Serviços de Urgência (SU) hospitalares para os Centros de Saúde. A resolução do problema das urgências em Portugal passa necessariamente pelo repensar do sistema, do acesso e de formas inteligentes e eficientes de garantir os cuidados na medida e tempo de quem deles necessita. Os Cuidados de Saúde Primários têm aqui, naturalmente, um papel fundamental.