Dedicação e humanismo dos médicos homenageados pela Ordem
DATA
18/06/2020 09:43:39
AUTOR
Jornal Médico
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Dedicação e humanismo dos médicos homenageados pela Ordem

A Ordem dos Médicos (OM) homenageia a dedicação e o humanismo dos profissionais, destacando os milhares de consultas, episódios de urgência, internamentos e as centenas de partos feitos diariamente, além da adaptação da atividade imposta pela pandemia de Covid-19.

A propósito do Dia do Médico, que hoje se assinala no País, a OM enfatiza os números com que estes profissionais lidam “em apenas 24 horas de um dia normal”: fazem mais de 118 mil consultas, 17 mil episódios de urgência, 2149 internamentos, 1841 intervenções cirurgias e 239 partos, além de milhares de exames complementares de diagnóstico, avança.

O bastonário, Miguel Guimarães, sublinha que “estes são os números que sintetizam um dia normal de atividade de um médico muito antes da Covid-19 existir, mas que nesta altura de pandemia, em que ficou definitivamente claro o impacto da saúde na economia, ganharam uma nova expressão e reconhecimento”.

A OM refere, em comunicado, que a fase especial da pandemia da Covid-19, levou a que os médicos adaptassem a sua atividade para dar apoio a mais de 37.600 doentes infetados pelo novo coronavírus, o equivalente a média diária de quase 360 pessoas, “sem contar com o apoio dado aos casos que se vieram a revelar negativos”.

“Hoje, que se assinala em Portugal o Dia do Médico, não podia deixar de homenagear publicamente todos os colegas que honraram e continuar a honrar o juramento que fazemos pelos nossos doentes, mesmo perante situações extraordinariamente difíceis e diante de um inimigo desconhecido e invisível como aquele que enfrentamos”, explica Miguel Guimarães.

Acrescenta ainda que “a liderança clínica, a competência técnica, e a dedicação, solidariedade e humanismo” a que assistiu no terreno, nos últimos meses, comprovam que há “médicos de excelência e, sobretudo, seres humanos absolutamente ímpares”.

Embora admita que “agradecer será sempre pouco”, o bastonário justifica a homenagem: “Não posso deixar de aproveitar este dia especial para o fazer, reforçando o que fazem, na expetativa de que o poder político acompanhe a nossa vontade e a vontade da sociedade civil de contarmos com um sistema de saúde mais forte, mais justo e com profissionais valorizados e meios adequados”.

Sobre os moldes desta comemoração, a OM esclarece que, perante as atuais circunstâncias, não seria oportuno fazer uma homenagem pública que comprometesse o combate à pandemia, "quer por eventual comprometimento do distanciamento social, quer por desviar os médicos que são tão necessários no terreno".

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