Campanha apela à utilização racional das transfusões de sangue
DATA
18/06/2020 11:19:07
AUTOR
Jornal Médico
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Campanha apela à utilização racional das transfusões de sangue

“Guarde a transfusão para as vidas que dela dependem”. É este o mote da campanha desenvolvida pela Associação Portuguesa de Imuno-Hemoterapia (APIH), com o apoio da Vifor Pharma, no âmbito do Dia Mundial do Dador de Sangue, que se assinalou a 14 de junho.

A iniciativa visa sensibilizar para as alternativas às transfusões de sangue e chamar a atenção para a utilização racional e correta do sangue. 

“Este dia foi criado pela Organização Mundial de Saúde, tendo esta muitas perspetivas em relação à Medicina Transfusional, nomeadamente, apostando na redução das transfusões desnecessárias, através da utilização clínica adequada do sangue e dos produtos sanguíneos com o recurso, sempre que possível a alternativas às transfusões”, esclarece a presidente da Direção da APIH, Maria Helena Gonçalves.

Para o diretor médico da Vifor Pharma, Acílio Gala, “guardar a transfusão para as vidas que realmente dela dependem é uma mensagem fundamental”.

Sublinha, neste sentido, que o sangue é um recurso limitado, e que há momentos em que essa limitação é “mais intensa”, devendo a sua utilização ser “criteriosa”, e relembra que existem alternativas disponíveis e válidas ao sangue que devem ser tidas em conta e que poderão corrigir alguns componentes da anemia.

Acílio Gala justifica ainda a associação da farmacêutica à campanha: “A finalidade da Vifor Pharma, enquanto empresa farmacêutica líder na área da anemia e deficiência de ferro, é continuar a sensibilizar e a promover a educação médica neste sentido e em conjunto com sociedades e associações médicas”.

No seguimento desta ação de sensibilização, a APIH e a Vifor Pharma destacam a existência de “múltiplas estratégias clínicas”, nomeadamente o diagnóstico e tratamento da anemia ferropénica, para otimizar a eritropoiese e a melhoria da tolerância à anemia, “havendo também estratégias cirúrgicas de minimização de perda de sangue”.

Em comunicado, defendem que estes recursos terapêuticos “devem ser considerados na prática médica mundial, visando diminuir o consumo de hemocomponentes, a morbimortalidade, os custos hospitalares e, por sua vez, aumentar a qualidade de vida do doente”.

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