Médicos portugueses integram direção da Associação Europeia de Cardiologia de Intervenção Percutânea

Os cardiologistas de intervenção portugueses Eduardo Infante de Oliveira e Rui Campante Teles vão integrar a direção da Associação Europeia de Cardiologia de Intervenção Percutânea (EAPCI) da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC), durante os próximos dois anos.

Eduardo Infante de Oliveira, do Hospital Lusíadas Lisboa, vai assumir o cargo de coordenador do Comité de Novas Iniciativas Para Jovens Cardiologistas de Intervenção, enquanto Rui Campante Teles, do Hospital da Luz, presidirá ao Comité de Treino e Certificação.

De acordo com Eduardo Infante de Oliveira, a sua principal missão, neste mandato, é promover "ações de formação com conteúdos e formatos dirigidos aos jovens em formação e dar voz aos jovens cardiologistas de intervenção, levando as suas sugestões e ideias frescas a influenciar o futuro da associação".

Na área da formação, o médico diz querer manter o curso para internos e jovens especialistas em formação que antecede o Congresso anual da ESC, tendo também o objetivo de reforçar a área com "formatos não presenciais que permitam fazer chegar esta formação durante esta crise pandémica, tendo até potencial para se tornar uma oportunidade, aumentando as audiências e criando formatos mais atrativos".

Considerando que a sua chegada representa uma "mudança de política" em relação ao Comité – até então constituído exclusivamente por “mais jovens” –, Eduardo Infante de Oliveira defende que este novo modelo permitirá "aproveitar a experiência de quem já está noutra fase da carreira para proporcionar oportunidades mais consistentes a quem enfrenta o difícil desafio de construir uma carreira".

No âmbito deste novo cargo, o cardiologista destaca ainda a importância de "estimular o contacto entre jovens cardiologistas de intervenção de forma a partilharem casos clínicos, conteúdos pedagógicos e darem os primeiros passos em iniciativas de investigação multicêntricas”, referindo que pretende “promover este networking através das redes sociais, evitando o formalismo dos antigos métodos e estimulando a criatividade da nova geração”.

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