Covid-19: Médicos e enfermeiros com férias suspensas devido a surto em Reguengos de Monsaraz
DATA
30/06/2020 13:52:55
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Jornal Médico
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Covid-19: Médicos e enfermeiros com férias suspensas devido a surto em Reguengos de Monsaraz

A Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo suspendeu as férias a todos os médicos, enfermeiros e outros prestadores de cuidados primários do distrito de Évora, na sequência do surto de Covid-19 em Reguengos de Monsaraz.

O presidente da ARS, José Robalo, adiantou hoje à agência Lusa que a medida tem efeito até ao dia 10 de julho e aplica-se aos prestadores diretos de cuidados de saúde do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Alentejo Central, com o objetivo de “manter a operacionalidade” durante o surto de Covid-19 detetado no lar de Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora.

"São médicos, enfermeiros e outros prestadores diretos de cuidados primários do ACES do Alentejo Central”, indicou José Robalo, referindo que a medida exclui funcionários administrativos e assistentes operacionais.

Questionado sobre a possibilidade de estender a suspensão dos períodos de férias dos prestadores de cuidados de saúde, o presidente do Conselho Diretivo da ARS do Alentejo referiu que isso “depende muito da evolução do surto” em Reguengos de Monsaraz.

“Temos de garantir que continuamos a ter pessoal para lidar diretamente com este surto, mas também para manter a atividade nos centros de saúde para não deixarmos de ter a população com acesso aos cuidados de saúde que necessita”, explicou.

No dia 18 de junho, foi detetado um surto de Covid-19 no lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva, em Reguengos de Monsaraz, o de maiores dimensões e mais preocupante no Alentejo, que segundo a última atualização fornecida pela autarquia local tem, até hoje, 135 casos ativos, além de cinco vítimas mortais.

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Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.