Há três start-ups portuguesas entre as finalistas dos programas de aceleração em saúde EIT Health
DATA
06/07/2020 11:31:05
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Jornal Médico
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Há três start-ups portuguesas entre as finalistas dos programas de aceleração em saúde EIT Health

As listas dos semifinalistas das competições de inovadores em saúde Headstart e EIT Health Catapult já são conhecidas e incluem três start-ups portuguesas. São elas a C-mo Medical Solutions e a Bac3Gel, que concorrem no primeiro programa, e a Criam, que foi selecionada para o segundo.

Além de apoio financeiro inerente ao programa EIT Health Headstart – todas as equipas recebem 40 mil euros –, a C-mo Medical Solutions e a Bac3Gel têm a possibilidade de competir pela atenção dos investidores e por um lugar no pódio durante as Grandes Finais, agendadas para o segundo semestre do ano, e na quais podem vencer 10 mil euros adicionais.

Em termos de objetivos, a C-mo Medical Solutions pretende responder a uma “necessidade clínica relevante” com um dispositivo de monitorização de tosse, que fornece uma avaliação abrangente dos padrões distintos de tosse de um paciente.

“Esta solução visa facilitar e agilizar o diagnóstico da doença subjacente à tosse, permitindo a prescrição de terapias e tratamentos personalizados e precisos”, explica, em comunicado.

Por sua vez, a Bac3Gel está a desenvolver um substrato universal para cultura de bactérias que permite gerar infeções humanas in vitro e auxiliar no desenvolvimento de novos antibióticos. 

Este ano, o EIT Health expandiu a oferta do concurso Headstart para ajudar na procura de soluções digitais de combate à Covid-19, tendo selecionado start-ups que utilizarão este apoio para desenvolver produtos e serviços que pretendem ajudar a Europa a conter, tratar e gerir a doença.

O programa vai, assim, vai apoiar 89 start-ups na Europa, incluindo “17 equipas das regiões mais progressivas”, sendo sete de Itália, duas de Portugal, da Polónia e da Estónia e uma da Roménia, da Hungria, da Grécia e da Letónia.

A organização revela que, em 2020, a participação no programa Headstart foi três vezes superior à do ano anterior, tendo registado 150 candidaturas provenientes de “regiões em desenvolvimento do Centro, Leste e Sul Europeu”.

Já o programa EIT Health Catapult, oferece 40.000 euros para o primeiro, 20.000 euros para o segundo e 10.000 euros para o terceiro lugar, em três categorias: medtech, saúde digital e biotecnologia.

Entre os semifinalistas está uma equipa portuguesa, a Criam, que concorre na vertente medtech. Trata-se, segundo a organização, de uma start-up centrada no diagnóstico de sangue no ponto de atendimento, cuja missão é fornecer análises de sangue in situ rápida e acessíveis, que pode “aumentar a eficiência médica da análise e salvar vidas, economizando tempo”.

No caso do EIT Health Catapult, até à Grande Final, as equipas irão ter acesso a mentores e formação em modelo de negócio e planeamento, negociação de acordos de investimento e formação em pitch, assim como um “acesso facilitado” a especialistas e investidores de alto nível.

A Business Creation Manager da EIT Health InnoStars, Inês Matias, afirmou que “a chave para o desenvolvimento de sistemas de saúde inovadores está nas mãos da próxima geração: jovens talentos que desenvolvem as soluções de saúde do futuro”, sublinhando que o objetivo do programa é “fornecer o suporte necessário, orientação e oportunidades de networking a todos eles”.

“Tenho muito orgulho em ver que existem tantos jovens talentosos nestas regiões em franco desenvolvimento, que trabalham em soluções de saúde que podem vir a tornar a vida de muitas pessoas mais saudável e longa”, considerou.

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Editorial | Jornal Médico
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