Covid-19: Instituto Ricardo Jorge está a preparar novos estudos serológicos
DATA
06/07/2020 15:14:28
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Jornal Médico
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Covid-19: Instituto Ricardo Jorge está a preparar novos estudos serológicos

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) está a preparar três novos estudos sobre imunidade à Covid-19, dedicados a pessoas infetadas com o novo coronavírus, profissionais de saúde e mães e recém-nascidos.

O anúncio foi hoje feito pelo presidente do INSA, Fernando Almeida, durante a habitual conferência de imprensa sobre a pandemia em Portugal.

Os três estudos que estão, neste momento, em cima da mesa vão partir dos resultados preliminares do primeiro inquérito serológico, que deverão ser conhecidos ainda este mês.

Olhando para os doentes infetados com o novo coronavírus, o objetivo, segundo Fernando Almeida, passa por perceber o nível de anticorpos e o nível de imunização decorrentes da doença, e no caso das grávidas e recém-nascidos perceber se uma mãe que tenha estado infetada pode ou não transmitir anticorpos ao bebé.

Sobre o estudo dedicado a profissionais de saúde, o presidente do INSA afirmou que o instituto português já foi abordado pela Organização Mundial de Saúde, que demonstrou interesse no projeto e se manifestou disponível para apoiar com recursos materiais.

Para já, o INSA está a trabalhar no inquérito serológico iniciado em maio, e cuja primeira fase terminou na sexta-feira.

Segundo Fernando Almeida, a amostragem inicialmente prevista de 2.072 participantes foi ultrapassada, mas não precisou quantas pessoas responderam ao inquérito, afirmando que é possível que ainda recebam mais análises ao longo da semana.

Os primeiros resultados serão conhecidos entre as duas últimas semanas de julho, mas depois seguem-se novos inquéritos que permitirão uma análise mais fina da imunidade em Portugal.

“Esperamos perceber concretamente a proporção de casos de pessoas com algum nível ou com um nível elevado de anticorpos”, disse Fernando Almeida, explicando que os testes utilizados nesta altura do inquérito permitem apenas identificar a presença de anticorpos.

O primeiro inquérito será repetido em cinco meses e, posteriormente, de três em três meses, durante um ano. “Isto sempre de acordo com a situação epidemiológica”, ressalvou.

O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, aproveitou também a conferência de imprensa para sublinhar a importância do trabalho do INSA, afirmando que os resultados dos inquéritos serológicos vão permitir preparar da melhor forma a resposta à Covid-19 no futuro.

“Vai determinar a extensão da infeção na população geral residente em Portugal, comparar as taxas de seropositividade específicas para a idade e para a região, estimar a fração de infeções assintomáticas ou subclínicas e monitorizar a evolução da imunidade da população ao longo do tempo”, explicou.

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Editorial | Jornal Médico
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