Covid-19: Estudo revela que 32% dos portugueses tem maior dificuldade em dormir desde o início da pandemia
DATA
20/07/2020 18:48:21
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Jornal Médico
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Covid-19: Estudo revela que 32% dos portugueses tem maior dificuldade em dormir desde o início da pandemia

Um em cada quatro portugueses tem mais dificuldade em dormir, desde o início da pandemia, com especial incidência na faixa etária entre os 45 e os 54 anos. A conclusão é de um estudo realizado pela marca Aquilea, em parceria com a Ipsos Apeme.

O estudo teve por base 400 entrevistas online, “junto da população geral”, com idades entre os 18 e os 65, com o objetivo de perceber o padrão de sono durante a pandemia, tendo a amostra considerado quotas de género, idade e região, de acordo com o perfil da população.

As conclusões revelam que 32% dos inquiridos assinalam uma diminuição da qualidade do sono durante a pandemia, com as mulheres e os inquiridos da Grande Lisboa a destacarem-se face aos restantes.

Quando abordada a frequência com que dormem uma noite seguida, cerca de metade das pessoas refere que “nunca, ou poucas vezes,” consegue dormir uma noite seguida, com as mulheres a manifestarem uma maior dificuldade do que os homens.

No que concerne à retoma do sono em caso de interrupção, o inquérito avança que “são quase seis em cada 10 os que manifestam maiores dificuldades em voltar a conciliar o sono”.

Revela ainda que 60% dos inquiridos acordam cansados, sendo essa expressão ainda maior nas mulheres e inquiridos com idade entre os 18 e os 24 anos, nos quais se aproxima dos 70%.

“O estudo conclui que, durante a pandemia, o sono dos portugueses tem sido afetado, com maior incidência junto do sexo feminino, manifestando diminuição na qualidade do sono, dificuldade em dormir uma noite seguida, dificuldade em retomar o sono quando acorda durante a noite e acordar cansado”, sintetiza a Aquilea, em comunicado.

Sublinha também que as conclusões “vêm reforçar as várias pesquisas que têm sido feitas mundialmente e que revelam que são as mulheres que têm mais dificuldades em dormir devido a problemas de saúde, preocupações, aumento de responsabilidades familiares, stress, enquanto os homens adormecem com maior facilidade e têm um sono contínuo”.

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Editorial | Carlos Mestre
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Em março de 2021 existia em Portugal continental um total de 898.240 pessoas sem Médico de Família (MF) atribuído, ou seja, 8,7% da população não tem um acompanhamento regular com todas as medidas preventivas e curativas inerentes ao papel do especialista em Medicina Geral e Familiar (MGF).

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