Covid-19: DGS remete reabertura dos centros de dia para Ministério da Segurança Social
DATA
23/07/2020 10:25:26
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Jornal Médico
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Covid-19: DGS remete reabertura dos centros de dia para Ministério da Segurança Social

A autorização para a reabertura dos centros de dia é do Ministério do Trabalho e da Segurança Social, estando a Direção-Geral da Saúde disponível para elaborar normas de prevenção da Covid-19 para essas instituições, afirmou o subdiretor-geral da Saúde.

“Como está expressa na resolução do Conselho de Ministros, a decisão de reabertura dos centros de dia não compete a nós [DGS], mas ao Ministério do Trabalho”, disse Diogo Cruz na conferência de imprensa de acompanhamento da pandemia de dia 22 de julho.

O subdiretor-geral da Saúde referiu que a DGS “está disponível para continuar a ajudar na reabertura” e a “articular-se” com a tutela na elaboração de orientações de prevenção da Covid-19 nos centros de dia.

Diogo Cruz justificou o atraso na reabertura dos centros de dia com o facto de ter utentes de “grupos de risco significativo para a Covid-19”.

A agência Lusa questionou o Ministério do Trabalho e da Segurança Social e aguarda esclarecimentos.

O Público noticiou que há famílias e cuidadores em exaustão por não disporem dessa resposta para os seus familiares.

Ao jornal diário o Ministério da Segurança Social informou que está, com a DGS, a “harmonizar as orientações para a reabertura desta resposta em condições de segurança”.

Questionado sobre os cerca de cinco mil cidadãos infetados que entram nas estatísticas nacionais do boletim diário, mas não nos dados por concelho, o subdiretor-geral da Saúde explicou que se optou por introduzir casos que já tenham sido notificados pelas autoridades de saúde e não pelos laboratórios de análises.

“Os casos não estão perdidos”, garantiu, esclarecendo que houve situações em que, por causa da notificação laboratorial, foram registados no concelho onde se localiza o laboratório e não no concelho de residência do cidadão infetado, explicando-se assim a razão pela qual “houve concelhos a reduzir o número de casos”.

Governação Clínica
Editorial | Joana Romeira Torres
Governação Clínica

O Serviço Nacional de Saúde em Portugal foi criado e cresceu numa matriz de gestão napoleónica, baseada numa forte regulamentação, hierarquização e subordinação ao poder executivo, tendo como objeto leis e regulamentos para reger a atividade de serviços públicos no geral, existindo ausência de regulamentação relativa à sua articulação com os serviços sociais e económicos.

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