Fundação destaca que diagnóstico precoce pode permitir “controlo” do cancro do pulmão
DATA
28/07/2020 16:30:29
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Jornal Médico
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Fundação destaca que diagnóstico precoce pode permitir “controlo” do cancro do pulmão

A Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP) alerta que o tempo decorrido entre o início dos sintomas e a primeira consulta com um médico assistente, no caso do cancro do pulmão, é de quatro a 10 meses e sublinha a importância de se alterar este quadro.

A propósito do Dia Mundial do Cancro do Pulmão, que se celebra a 1 de agosto, a FPP relembra que, aquando do diagnóstico de cancro no pulmão, mais de 60% dos doentes estão em fase avançada e que apenas 16% dos doentes sobrevivem mais de cinco anos após o diagnóstico.

Em comunicado, a fundação destaca a necessidade de se procurar o médico assistente ou um especialista precocemente, nomeadamente, quando se nota a existência de tosse persistente ou alteração das suas características habituais, expetoração mucosa (branca) ou mucopurulenta (amarelada) persistente acompanhando a tosse, e expetoração com sangue ou com fios de sangue que persiste dias ou semanas.

A estas situações juntam-se as de dor torácica desconfortável e intermitente, de cansaço progressivo, e de falta de apetite e de perda de peso, que são “sinais de alerta de que algo não está bem”, sobretudo, se se tratar de um fumador ou ex-fumador.

“Nestes casos, deve procurar o seu médico assistente ou um especialista. Não adie a consulta”, defende a FPP, frisando que “diagnosticado precocemente e com as terapêuticas hoje disponíveis o controlo do cancro do pulmão é possível”.

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