Covid-19: Centro Hospitalar do Oeste com menos 16% de consultas e 29% de cirurgias
DATA
28/07/2020 17:26:25
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Jornal Médico
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Covid-19: Centro Hospitalar do Oeste com menos 16% de consultas e 29% de cirurgias

O Centro Hospitalar do Oeste (CHO) reduziu a atividade programada no primeiro semestre deste ano devido à pandemia de Covid-19 face ao período homólogo, com menos de 16% de consultas e 29% de cirurgias, disse hoje a sua administradora.

A quebra deveu-se "à paragem da atividade assistencial por causa da pandemia [em março e abril], assim como à morosidade que os procedimentos e regras de segurança trouxeram na retoma da atividade assistencial", justificou Elsa Baião à agência Lusa.

No primeiro semestre, realizaram-se 74.670 consultas em 2019 e 62.984 em 2020, uma quebra de 16%.

No mesmo período do ano, o CHO efetuou 3.677 cirurgias em 2019 e 2.611 em 2020, registando-se assim uma redução de 29%.

No início de maio, as cirurgias foram retomadas nos hospitais de Caldas da Rainha e Torres Vedras, enquanto as consultas presenciais só foram reativadas em Caldas da Rainha, tendo havido sempre teleconsultas.

Em Torres Vedras, as consultas externas presenciais foram retomadas há duas semanas para as especialidades de medicina, cirurgia geral, anestesia, dor, neurologia, cardiologia, pé diabético e infeciologia.

A demora esteve relacionada com o facto de o espaço das antigas consultas estar ocupado com a urgência Covid-19, obrigando a instituição a investir 153 mil euros na aquisição e instalação de contentores no estacionamento do hospital.

O investimento foi feito a pensar na reorganização da urgência de atendimento a casos suspeitos de Covid-19, quando a afluência baixasse, explicou a administradora.

Contudo, com o desconfinamento aumentaram os casos de infeção na região, contribuindo assim para o aumento do número de consultas Covid, que atingiram as 1.683 até julho nas duas unidades hospitalares.

O internamento Covid, concentrado em Torres Vedras, também cresceu, tendo atingido 15 internados até à semana passada, obrigando à transferência de doentes para outros hospitais, situando-se hoje em seis internados.

Em vez de reorganizar a urgência Covid, o CHO optou antes por destinar os contentores para as consultas externas, dispondo aí de oito gabinetes médicos numa área de 194 metros quadrados.

Em Torres Vedras, falta ainda retomar as consultas de pediatria, otorrinolaringologia e oftalmologia, porque a pediatria "requer uma sala de espera autónoma" e, para as outras duas, "gabinetes com determinado espaço para o equipamento de que necessitam", explicou.

O CHO integra os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche e detém uma área de influência constituída, a par destes três concelhos, pelas populações de Óbidos, Bombarral, Cadaval e Lourinhã e de parte dos municípios de Alcobaça (freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto) e de Mafra (com exceção das freguesias de Malveira, Milharado, Santo Estêvão das Galés e Venda do Pinheiro).

Preparados para o Futuro? // Preparar o Futuro
Editorial | Conceição Outeirinho
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O início da segunda década deste século, foram anos de testagem. Prova intensa, e avassaladora aos serviços de saúde e aos seus profissionais, determinada pelo contexto pandémico. As fragilidades do sistema de saúde revelaram-se de modo mais acentuado, mas por outro lado, deu a conhecer o nível de capacidade de resposta, nomeadamente dos seus profissionais.