Covid-19: Comissão Europeia financia com 40 ME tratamentos com plasma na UE
DATA
31/07/2020 12:17:43
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Jornal Médico
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Covid-19: Comissão Europeia financia com 40 ME tratamentos com plasma na UE

A Comissão Europeia anunciou hoje a mobilização de 40 milhões de euros para serviços de recolha de sangue na União Europeia (UE) a fim de apoiar a compra de equipamentos para tratamentos com plasma para a Covid-19.

“Hoje, a Comissão Europeia convidou mais de 200 serviços de recolha de sangue em toda a UE a candidatarem-se a financiamento para a compra de equipamento de plasmaférese, ou seja, equipamento que retira plasma de dadores”, indica o executivo comunitário em nota de imprensa.

Tendo em vista “apoiar o tratamento de novos pacientes Covid-19” e aumentar “a capacidade da UE em recolher plasma convalescente, ou seja, plasma de pacientes recuperados”, a medida tem um orçamento de 40 milhões de euros suportado pelo Instrumento de Apoio de Emergência, precisa Bruxelas.

As verbas serão atribuídas em forma de subvenção aos serviços públicos e de recolha de sangue e irão variar “de acordo com as necessidades expressas” por estas entidades dos Estados-membros, acrescenta o executivo comunitário.

O objetivo é apoiar a compra de várias máquinas para plasmaférese e equipamento associado, incluindo kits de recolha, instalações de armazenamento, testes e caracterização do plasma e programas organizacionais.

A comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, considera que “o plasma convalescente pode ser um tratamento promissor para a Covid-19”, pelo que o financiamento hoje anunciado é “um passo em frente” no combate à doença na UE.

“Continuaremos a explorar todas as opções possíveis para apoiar o desenvolvimento e acesso a tratamentos seguros e eficazes para a Covid-19 para proteger os nossos cidadãos. Este continua a ser o nosso principal objetivo nas próximas semanas e meses”, conclui Stella Kyriakides.

O tratamento em causa consiste na transfusão de plasma convalescente para pacientes doentes para aumentar a sua imunidade e capacidade de combater a doença.

A eficácia destes tratamentos está a ser investigada em todo o mundo, mas os resultados preliminares são promissores.

Porém, estes tratamentos dependem da recolha de grandes quantidades de plasma convalescente doado por doentes recuperados.

Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?
Editorial | Denise Cunha Velho
Internato centrado na grelha de avaliação curricular: defeito ou virtude?

Sou do tempo em que, na Zona Centro, não se conhecia a grelha de avaliação curricular, do exame final da especialidade. Cada Interno fazia o melhor que sabia e podia, com os conselhos dos seus orientadores e de internos de anos anteriores. Tive a sorte de ter uma orientadora muito dinâmica e que me deu espaço para desenvolver projectos e actividades que me mantiveram motivada, mas o verdadeiro foco sempre foi o de aprender a comunicar o melhor possível com as pessoas que nos procuram e a abordar correctamente os seus problemas. Se me perguntarem se gostaria de ter sabido melhor o que se esperava que fizesse durante os meus três anos de especialidade, responderei afirmativamente, contudo acho que temos vindo a caminhar para o outro extremo.