Covid-19: Portugueses são dos europeus que demonstram maior vontade em vacinar-se
DATA
10/08/2020 10:02:17
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Jornal Médico
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Covid-19: Portugueses são dos europeus que demonstram maior vontade em vacinar-se

Os portugueses são dos europeus que demonstram maior vontade em vacinar-se contra a Covid-19, com três em cada quatro a manifestar essa intenção quando a vacina estiver disponível, revela um estudo da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa.

As conclusões do estudo da Nova SBE mostram também que 70% dos portugueses estão “completamente confiantes” de que a vacina contra a Covid-19 será segura, subindo a percentagem de confiança nos que têm entre 55 e 64 anos, entre os quais 79% acreditam na sua segurança.

Investigadores da Nova SBE juntaram-se a equipas da Universidade de Hamburgo, da Rotterdam Erasmus University e da Bocconi University para perceber como a população europeia olha para a pandemia e até que ponto confia nas decisões dos responsáveis políticos.

Para isso, realizaram um estudo online em duas fases, que abrangeu, em cada uma delas, mais de sete mil participantes de sete países europeus (Alemanha, Dinamarca, França, Holanda, Itália, Portugal e Reino Unido) tendo em conta a região, idade, género e educação.

Entre a primeira vaga de inquéritos (que decorreu entre 2 e 15 de abril), e a segunda (realizada entre 9 e 22 de junho), os portugueses mantêm-se como os europeus que demonstram maior vontade de virem a ser vacinados contra a Covid-19 (75%). Foi observado nos inquiridos, com idades entre os 55 e 64 anos, um ligeiro aumento na disposição de se vacinarem.

“Os homens são os que se mostram mais dispostos a vacinarem-se (78%), assim como indivíduos com alta escolaridade (78%). Além disso, aqueles que conhecem alguém oficialmente diagnosticado com Covid-19 estão mais dispostos a vacinar-se do que aqueles que não conhecem ninguém com Covid-19 (81% vs 74%)”, refere o estudo.

Relativamente à possibilidade de a vacina poder não estar disponível em número suficiente para que todos sejam vacinados imediatamente, os portugueses defendem que a prioridade a quem deve ser administrada deve ser definida por uma equipa nacional de especialistas (73%), pelas organizações de saúde que administram a vacina (68%) e pelo Ministério da Saúde (52%).

Para a grande maioria dos portugueses, o acesso prioritário à vacina contra o SARS-CoV-2 deve ser dado a pessoas com maior risco de infeção, por exemplo, pessoas que cuidam de alguém que está doente com Covid-19 ou pessoas em profissões vitais (91%), bem como a indivíduos mais vulneráveis (89%).

No geral, a maioria dos inquiridos discorda que a vacina deve ser administrada numa base de “primeiro a chegar primeiro a ser servido” (68% mostram-se contra). Dois terços discordam que pessoas que são geralmente saudáveis e vivam um estilo de vida saudável (66% contra) ou que possam pagar do seu bolso (61% contra) tenham prioridade na administração da vacina. Além disso, 42% dos portugueses concordam que as características pessoais não devem desempenhar um papel na decisão de quem é vacinado primeiro.

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Editorial | Jornal Médico
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